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terça-feira, 13 de outubro de 2026

BOCA

 Antes de atender aquela ligação de novo, lembra de como você fica quando ela termina. Seu coração perde a paz, você começa a desconfiar de quem amava e já não consegue orar sem repetir na cabeça o que ouviu. Tem conversa que acaba no telefone, mas continua ferindo por dentro. E dói perceber que você emprestou seus ouvidos a quem queria transformar a dor dela em ódio dentro de você. Talvez você também tenha passado adiante. Talvez alguém esteja chorando por uma história que você repetiu sem nem saber se era verdade. Mas ainda dá tempo de parar, pedir perdão e corrigir o que espalhou. Não se conforme em ser essa pessoa. Nem aceite continuar sendo alimentado por isso. Você não precisa ouvir até o fim para provar educação, nem manter acesso aberto para provar que é cristão. Se alguém insiste em te procurar para difamar, provocar ódio e colocar irmão contra irmão, encerre a conversa. Se insiste, bloqueie. Perdoar não obriga você a continuar ouvindo aquilo que adoece o seu coração. Também não significa esconder erros: uma denúncia verdadeira precisa de cuidado e responsabilidade, não de uma corrente de fofocas. Pense naquela pessoa que chegou à igreja quase sem forças, depois de tantas noites chorando sozinha. Ela precisava encontrar cuidado. Que dor se encontrar na nossa boca mais uma razão para desistir. Senhor Jesus, perdoa as vezes em que ferimos quem deveríamos cuidar. Dá-nos coragem para reparar o mal que fizemos e fechar a porta para as conversas que nos ensinam a odiar. “Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda.” Provérbios 26:20.


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