É impressionante como, em algumas famílias, o pai ausente recebe compreensão, enquanto a mãe presente recebe cobranças.
A mãe que ficou também errou, também se cansou, também teve medo e também enfrentou batalhas que os filhos talvez nunca tenham conhecido.
Mas existe uma diferença entre reconhecer os erros de uma mãe e responsabilizá-la por todas as feridas da infância.
Na psicanálise, compreender a própria história não significa transformar um dos pais em inocente e o outro em culpado.
A ausência de um não apaga os erros do outro. Mas os erros de quem ficou também não justificam a ausência de quem partiu.
E eu te pergunto: por que, em tantas famílias, se exige perfeição de quem ficou e se oferece compreensão a quem foi embora?
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