Chegou, pois, Gideão e os cem homens que com ele iam ao extremo do arraial, ao princípio da vigília da meia-noite, havendo-se já posto as guardas; e tocaram as buzinas e partiram os cântaros que tinham nas mãos.” Assim a Almeida Revista e Corrigida, edição de 2009, traduz Juízes 7.19.
O versículo serve a quem mantém algo aceso por dentro e ainda espera a hora de mostrar: o pedido de perdão ensaiado no carro, o projeto guardado na gaveta, a fé que a família ainda não entende.
A cena acontece no vale de Jezreel, aos pés do outeiro de Moré. Havia sete anos que os midianitas, pastores nômades do deserto, desciam na época da colheita e levavam o grão, as ovelhas e os bois de Israel, segundo Juízes 6.1 a 6.4.
Juízes 7.12 descreve o acampamento deles “como gafanhotos em multidão”, com camelos “como a areia que há na praia do mar”. Juízes 8.10 dá a conta depois da batalha: 120 mil caídos e quinze mil homens ainda de pé com os reis Zeba e Salmuna.
Do lado de Israel, Gideão começou com 32 mil homens. Vinte e dois mil voltaram para casa com medo, conta Juízes 7.3. Dos dez mil restantes, ficaram só os trezentos que beberam da fonte levando a mão à boca, em Juízes 7.6.
O equipamento desses trezentos parece piada de quartel: uma buzina de chifre, uma tocha e um jarro de barro vazio por soldado. Com essa carga, eles desceram para o vale durante a noite, divididos em três grupos de cem.
O jarro parece o item mais inútil da lista, porque nem corta nem protege. Mesmo assim, o versículo 19 nomeia o jarro no momento do ataque, junto com as buzinas, e o versículo 20 repete o gesto nas três companhias.
A faixa I mostra de onde vinha esse cântaro, por que a tocha ia dentro dele e o que os dois verbos hebraicos do barro partido contam sobre aquela noite.
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