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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
O PROPÓSITO E SEUS DESAFIOS
Entendo que muitos líderes estão envolvidos e comprometidos com algum tipo de missão. Entretanto, poucos sabem que para alcançar o objetivo é necessário antes de tudo definir o propósito desta jornada. Responder perguntas como: “Porque isso é importante para mim” ou “O que eu ganharei realizando este objetivo?” ou “O que eu irei perder se eu não conseguir realizar estes objetivos?”, são perguntas que o ajudará a definir o propósito desta missão o qual você está inserido.
Mais porque você precisa definir o propósito? O propósito irá te ajudar em momentos de escolha, em momentos onde você precisará tomar decisões. O propósito sempre irá falar mais do que qualquer obstáculo. O propósito sempre irá filtrar as suas ações. Quando você vive algo que vale a pena, cria-se uma motivação extraordinária que irá impactar a sua forma de PENSAR e de AGIR. Só através destas duas ações “pensar e agir” é que você conseguirá alcançar grandes resultados em sua vida e ministério.
Paulo disse em Filipenses 2. 5 “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”.
Cristo não veio ao mundo por obra do acaso. Desde o seu nascimento o mestre já sabia o seu propósito “salvar o mundo do pecado”, e para isso, foi necessário entender os processos que o levaria a cumprir o seu propósito de vida.
Identificar o propósito é a primeira coisa que um líder precisa definir, todavia, a segunda coisa, e não menos importante, é identificar os processos que te levará a cumprir o seu propósito. Em Mateus 16.21-23, Jesus narra para os seus discípulos os processos que Ele deveria passar para alcançar o seu grande objetivo.
Mais ainda existe a terceira coisa que todo grande líder precisa fazer; “vencer os seus desafios”.
Os desafios são barreiras, problemas, dificuldades, pouco recurso financeiro, e todas as coisas que aparecem para sabotar o seu grande objetivo. Não existe um propósito sem desafios. Entendo que ir para o céu é o grande propósito de um cristão, todavia, para que isso aconteça, ele precisará vencer todos os desafios que surgirão em seu dia a dia até que o seu propósito esteja consumado.
Meu querido amigo ministerial, não existe propósito sem desafios. Se você está enfrentando grandes dificuldades em seu ministério, quero que saiba que você não é o único. Existem milhares de líderes em todo o mundo que diariamente precisam vencer os seus desafios para que, um dia, eles possam experimentar o gostinho da vitória por ter alcançado os seus objetivos.
Jesus, após vencer todos os seus desafios, experimentou o gosto de dizer que o seu propósito foi cumprido. Na cruz ele disse: “está consumado”. (João 19.30)
Paulo, dentro da prisão, após vencer todos os seus desafios ministeriais, também disse: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”. (II Tm 4.7). Ou seja: Ele também teve o privilégio de dizer “está consumado”.
Quero terminar este artigo profetizando em sua vida: “Você passará por todos os desafios ministeriais e alcançará o seu propósito”. Sabe o por quê? Porque maior é o que está em você do que os desafios deste mundo. (1 João 4.4).
Defina o seu propósito, estabeleça os processos, e vença todos os desafios que surgirem em sua vida.
COISAS RUINS ACONTECEM COM LIDERES BONS
Servir a Deus, trabalhar em um ministério e ministrar como um líder é uma das maiores bênçãos que um ser humano pode experimentar na vida. Fazer parte de um projeto de Deus na terra é algo extraordinário. Porém, ser um líder sério, íntegro, correto e excelente, que está buscando dar o seu melhor para Deus e para as pessoas, não nos isenta de enfrentar coisas ruins ao longo da jornada.
Paulo diz: "Pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele." (Fil 1.19) Isso é verdade para todos os cristãos, inclusive para os líderes. Assim sendo, eu e você, mesmo buscando sermos bons líderes, acabaremos, em algum momento, experimentando algumas coisas ruins como:
Incompreensão - Quando servimos como líderes corremos sempre o risco de não sermos compreendidos corretamente. A possibilidade do mal entendido está sempre presente. Sempre existem pessoas que interpretam mal nossas atitudes, que invertem nossas palavras, que vêem com olhos errados nossos atos e que não compreendem a visão que Deus nos tem dado como líderes. Lembre-se de Jesus que não foi compreendido como Messias.
Críticas injustas - Quem lidera está muito mais exposto à crítica do que qualquer outro, pois esta sob o olhar de muitos. A boa crítica tem o seu lugar. O problema é com as críticas injustas. Numa perspectiva humana é sempre mais fácil se queixar, achar erros e criticar injustamente do que refletir antes de falar, colocar a mão na massa, suar a camisa e investir a vida num projeto de Deus ao lado de um líder sério. Bons líderes também sofrem críticas injustas. Lembre-se que Jesus foi chamado de comilão, beberrão e amigo dos pecadores.
Perseguições - Quem lidera sempre sofre perseguições e, as piores perseguições não são as que vêm de fora, mas as que vêm de dentro do nosso próprio povo ou liderados. O trabalho de um líder cristão íntegro é um trabalho com sérias implicações espirituais. Isso sempre acarreta o acirramento da batalha espiritual e esta muitas vezes se manifesta através das perseguições. Lembre-se que Jesus foi perseguido cruelmente pelos seus algozes.
Rejeição - Quem lidera com integridade também poderá ser vítima da rejeição. Ao liderar sempre incomodaremos alguém que se vê ameaçado e assim acaba endurecendo o coração em nossa direção e nos rejeitando injustamente. Todo aquele que faz algo de valor sofre rejeição de alguém. Lembre-se que Jesus foi rejeitado publicamente por muitos.
Decisões erradas - Por melhor que seja um líder, em algum momento ele poderá tomar alguma decisão não muito feliz ou completamente errada. Isso só prova uma coisa: somos humanos e limitados. Não podemos permitir que ao fazer isso fiquemos prostrados. Temos de reconhecer o erro e lembrar que esta possibilidade existe. Lembre-se de Jesus que, mesmo sendo perfeito, tinha um Judas em sua equipe.
Acidentes de percurso - nenhum líder por mais excelente que seja está isento de encarar acidentes de percurso como situações não previstas que impedem ou barram a concretização de um projeto teoricamente maravilhoso, nenhum líder está totalmente protegido contra variáveis novas que criam situações insustentáveis na jornada de liderança e exigem uma revisão da rota antes seguida. Lembre-se de Jesus que foi abandonado por muitos pseudo seguidores ao longo do caminho.
Ingratidão- Todo líder excelente recebe algum nível de ingratidão, muitos que já foram poderosamente abençoados pelo seu ministério lhe virarão as costas ou pior ainda se voltarão contra você. Lembre-se de Jesus que amou as pessoas e recebeu pregos nas mãos e uma coroa de espinhos na cabeça.
Diante disso tudo mantenha bem vivo em seu coração as seguintes verdades.
O seu galardão maior está nas mãos do Senhor que te conhece completamente;
Nunca permita que o seu coração fique contaminado pela mágoa ou pelo ressentimento;
Mantenha seu olhar fixo em Jesus e seus passos firmes em sua Palavra.
E nunca se esqueça que: "Nada nem ninguém pode mantê-lo caído a não ser que você decida não se levantar mais." (John Mason), pois: "Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito." Rm 8.28
A VEREDA DOS JUSTOS
"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" Provérbio 4.18
A vereda dos justos é a vereda de todos os que são justificados pela fé no Senhor Jesus. Somos todos exortados pela Palavra a correr com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. À semelhança de uma corrida de revezamento, somos contemplados por uma nuvem de testemunhas, atletas da fé que já venceram, mas que dependem da nossa vitória para que recebam, conosco, o seu galardão. Essa corrida tem largada, travessia e chegada. Guimarães Rosa nos deixou a lição de que a travessia na vereda da vida é mais importante que a largada e a chegada. No entanto, podemos dizer que a vereda dos justos é como a luz da aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito porque começa bem, na largada; prossegue bem, na travessia; termina bem, na chegada.
Em primeiro lugar, a vereda dos justos é brilhante porque começa bem. Começa em Cristo. Jesus é o autor da fé. Ele é justo e justificador dos que crêem. Ele disse: Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem (João 10.9). Os justos entram pela porta. Não pulam o muro. Atendem ao chamado para o arrependimento e a fé, para a conversão, para a salvação pela graça. Aceitam o chamado para o discipulado, para o serviço, para a missão. Renunciam a vida mesquinha centralizada no ego para viver a vida plena e abundante centralizada em Cristo. A vereda dos justos é brilhante porque começa bem.
Em segundo lugar, a vereda dos justos é brilhante porque nela os justos prosseguem bem. Prosseguem em Cristo. Ele disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6). Portanto, ele não é só a porta; ele é o caminho. Os justos são achados em Cristo não tendo justiça própria, que procede da lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé (Filipenses 3.9). A vereda dos justos é como a luz da aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito porque são discípulos do Cristo que disse: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida (João 8.12).
Em Cristo, os justos fazem a travessia: passam pelo teste das provações do deserto e são aprovados; identificam-se com o Cristo na cruz e morrem para o pecado; unem-se pela fé a Jesus na sua ressurreição e ressuscitam para uma vida nova; unem-se pela fé a Jesus em sua ascensão e assentam-se nas regiões celestiais em Cristo; dessa posição celestial reinam com Cristo, mas são perseguidos na terra; recebem inspiração dos que venceram pela fé, a exemplo dos nomes mencionados em Hebreus 11: Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué! Que companheiros de travessia. Mas o autor de Hebreus prossegue e menciona também Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas. À lista da carta aos hebreus podemos acrescentar Pedro, Paulo, os apóstolos, Policarpo, Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley, Simonton e tantos outros. Como afirma a carta aos hebreus, esses heróis da fé subjugaram reinos, praticaram a justiça, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Para alguns, essa travessia teve alto preço: passaram pela prova de escárnios, açoites e prisões; foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.
Guimarães Rosa tinha razão: a travessia é mais importante, e também mais difícil, do que a largada e a chegada! Mas os justos perseveram; fazem a travessia; deixam a lição da fibra humana, do homem humano, no conceito de Guimarães Rosa; do homem que reflete a imagem e semelhança de Deus, afirmamos nós com as Escrituras Sagradas! A vereda dos justos é brilhante porque eles prosseguem bem.
Em terceiro e último lugar, a vereda dos justos é brilhante porque nela os justos terminam bem. Terminam em Cristo. Ele é o consumador da fé. Ao se aproximarem da chegada, podem dizer com Paulo: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda (2 Timóteo 4.7-8).
O nosso texto não fala da vereda do justo, mas da vereda dos justos. Há uma solidariedade nesta caminhada. Todos nós aguardamos aquele Dia mencionado por Paulo. O apóstolo do amor, João, escreve: Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é (1 João 3.2). Neste sentido, a travessia continua. Ninguém atingiu ainda o destino final. Aguardamos ainda o nosso encontro com o Senhor glorificado.
Depois de mencionar os vencedores pela fé, o autor de Hebreus acrescenta: Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados (Hebreus 11.39-40). Repetimos o que já dissemos: a caminhada cristã na vereda dos justos é como uma corrida de revezamento. Os que já venceram dependem da nossa vitória para que recebam o galardão; dependemos da vitória dos que nos sucedem para sermos galardoados. Sejamos vencedores em nossa geração fazendo a nossa parte na marcha do povo de Deus.
PELA FÉ SOMOS VENCEDORES
Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (1 João 5.4).
Na antiga Roma havia um dito: "Ai dos vencidos". A derrota sempre tem um gosto de tristeza, um sabor amargo. Vivemos cada dia enfrentando desafios. Alguém já disse que "viver é lutar". O apóstolo João afirmou: Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Que mundo é esse? Olhando o ensino da Bíblia podemos ter uma melhor compreensão: Jesus continuou: - Se o mundo odeia vocês, lembrem que ele me odiou primeiro. Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo, e vocês não são mais dele. Por isso o mundo odeia vocês (João 15.18-19 - NTLH). Jesus é bastante claro quando diz que o mundo o odiou.
Voltamos agora a nossa atenção para estes textos: Não amem o mundo, nem as coisas que há nele. Se vocês amam o mundo, não amam a Deus, o Pai. Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre (1João 2.15-17 - NTLH). Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está debaixo do poder do Maligno (1 João 5.19 - NTLH). Fica muito claro que o nosso sistema mundano é pecaminoso. Muitos têm se afastado de Deus, vivemos em uma sociedade perversa e rebelde. Muitas pessoas sentem- se incomodadas com Deus, não querem nem ouvir falar o seu nome.
Como viver neste mundo cruel e rebelde e não se deixar vencer por ele, não ser engolido pelo sistema? Creio que a Bíblia responde: Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele (Romanos 12.2 - NTLH). Não podemos nos conformar, tomar a forma, ser iguais às pessoas do mundo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento (1 Pedro 1.14-15).
Na contramão!
O mundo tem uma forma, um modelo, um estilo, um jeito. O nosso é outro. Estamos caminhando na contramão. - Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam. - Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto. Pelo contrário, ela é colocada no lugar próprio para que ilumine todos os que estão na casa. Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu (Mateus 5.13-16 - NTLH). Estamos no mundo, Deus não nos tira do mundo. Somos embaixadores do reino de Deus. No mundo somos o bom fermento que leveda a massa, somos sal que salga, que preserva, que dá sabor, somos a luz no velador, a luz que brilha nas trevas.
Pela fé somos vencedores. A vitória que vence o mundo é a fé que colocamos no Deus que rege, domina e governa todas as coisas. Ele tem as rédeas da história, o controle é dele.
DEUS
Nos últimos anos, tem havido um grande crescimento numérico do número de
evangélicos em nosso país. Muitos desse chamam deus de Senhor e tomam para si,
com orgulho, a condição de filhos de Deus.
Recentemente Deus tem me levado a ler o texto de Hebreus capítulo 11, e me fez
atentar para um trecho específico:
Hebreus 11:13-16
13. Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de
longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a
terra.
14. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.
15. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade
de voltar.
16. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus
não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes
preparou uma cidade.
Reparem: no versículo 16, o autor está dizendo que “desses” Deus não se
envergonha de ser chamado o seu Deus. Isso é muito incrível! O Deus Eterno, todo-Poderoso
está falando realmente que Ele não se envergonha de ser chamado o seu
Deus. Em outras palavras, Deus literalmente se sente honrado pela vida dessas
pessoas, e tem prazer em ser chamado o Deus deles! Essa verdade deveria nos
deixar atônitos, em pensar na possibilidade de que o Grande Rei fale assim a
respeito de um humano!
Apesar dessa magnífica verdade, esse texto também levanta uma questão, na qual
eu gostaria de me deter um pouco: quer dizer que existem pessoas de quem Deus
se envergonha de ser chamado seu Deus? E se for assim, isso significa que, entre as
tantas pessoas que se autodenominam crentes em Cristo, há aquelas das quais o
‘seu’ Cristo se envergonha. Sobre isso, há pelo menos duas razões descritas nas
Escrituras:
Mateus 7:21-23
21. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele
que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu
nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos
muitas maravilhas?
23. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós
que praticais a iniquidade.
Lucas 9:23-26
23. E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome
cada dia a sua cruz, e siga-me.
24. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que,
por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.
25. Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou
prejudicando-se a si mesmo?
26. Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele
se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e na do Pai e dos
santos anjos.
Nessas passagens, vemos 2 razões:
- os que se dizem cristãos, porém tem a prática constante e sem arrependimento
da iniquidade;
- os que se envergonham do Senhor, que não negam a si mesmos, mas buscam sua
vontade e agradar a si mesmos acima da vontade de deus e agradá-Lo.
Segundo esses textos, Deus não se agrada daqueles que vivem para si
mesmos, que tem seu prazer nas coisas dessa terra...Infelizmente, quando
observamos a grande massa evangélica, ao menos no ocidente, percebemos que a
grande maioria está indo pelo caminho largo, buscando as facilidades que Deus
pode trazer em suas vidas, para poderem usufruir do melhor modo possível da
vida nessa terra.
De fato, Deus nunca se agradará de pessoas assim! A mensagem bíblica vai
pelo caminho oposto, a Mensagem genuína do Senhor diz que vale mais perder
tudo nessa terra, todos os prazeres que o mundo pode proporcionar, para assim
usufruir de um gozo sobreexcelente, maior e melhor que qualquer coisa dessa
terra. Que sejamos homens e mulheres que “vivem diariamente à beira da
eternidade”(J.I. Packer falando sobre os puritanos em “Entre os Gigantes de Deus”).
O prazer da presença de Deus não pode ser comparado a qualquer outro
tipo, mas ainda assim, vemos muitos crentes dos nossos tempos se perdendo em
prazeres de coisas vãs e banais, quando deveríamos estar vivendo por aquilo que é
eterno! Oh, como precisamos aprender com o salmista:
Salmos 16.11
“Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão
direita há delícias perpetuamente.”
Como ecoa no carta aos Hebreus: “Mas o justo viverá pela fé; E, se ele
recuar, a minha alma não tem prazer nele.” (Hb. 10.38)
Que não sejamos dos que retrocedem, mas sim dos que perseveram pela Fé!
Que possamos deixar o nosso Pai Eterno com orgulho de nos chamar de filhos. Que
assim como Ele se chamava “o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, Ele sinta prazer em
chamar a Si mesmo de o meu e o seu Deus!
Que Deus tenha misericórdia de nós.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
CONHECENDO DEUS
Em Efésios capitulo 4, o apostolo Paulo nos convoca a viver de modo digno da vocação que em Cristo recebemos. Essa é uma vivencia extremamente prática e que não deveria, sob hipótese alguma ser deixada de lado, ou ser subvalorizada. Este alerta do Apóstolo, tanto quanto antes, se faz atual. Vivemos num geração imersa no engano e na confusão que teoriza muito e pratica pouco, que pensa em seus próprios interesses e não de acordo com a Fé. Fé esta que compele aqueles que verdadeiramente vivem em Cristo a viver de modo surpreendente, e isso de tal forma que todos percebem a força do Amor que transforma vidas através de uma vida piedosa para si e para os outros de modo que glorifica a Deus por atos de amor ao próximo. Viver de modo digno, como sugerido na Carta aos Efésios, implica na comunhão de dar suporte amoroso aos que estão próximos a nós, lutar pelo vínculo da paz e pela a unidade do Espírito Santo. O problema é que o nosso mundo aprendeu a naturalizar o egoísmo e nós, crentes, vivemos neste mesmo mundo. Nosso egoísmo muitas vezes se traveste de desculpas bem organizadas que nos impedem de admitir que não enxergamos os nossos defeitos e as carências dos nossos irmãos. Viver de modo digno é viver na comunidade dos santos, é buscar estar junto da “Família da Fé” cuidando dos órfãos, das viúvas e dos necessitados de dentro e de fora. O evangelho é a própria vivência do conhecimento de Deus e não existe conhecimento de Deus sem a prática do amor ao próximo, ou que segue as tradições humanas. A vivência do conhecimento de Deus é a prática da palavra, a fé nestas palavras. E esta gera em nós compromisso com Deus, com a comunidade local e muito enfaticamente com os perdidos. Portanto, como podemos pensar em uma vivencia do conhecimento de Deus quando estamos andando segundo nossos próprios interesses, se amamos o nosso conforto independente da situação de um irmão, se valorizamos todos os empecilhos a nossa comunhão, se nos desconhecemos uns aos outros. O mundo clama por nós, por nossos atos de amor que manifestem a Glória de Deus e não a prosperidade dos ricos e das conveniências humanas. A vivência do conhecimento de Deus precisa ser real em nós, presamos ver a Cristo em cada esquina e dentro de casa, pairar na prática do amor não fingido, andar a segunda milha, dar mais a outra face, resistir ao dia mal, ter bom ânimo e vencer junto com os outros as aflições do presente século mal. Então a vivência do conhecimento de Deus consiste necessariamente em estarmos juntos atendendo a necessidade espiritual do mundo através do amor entre e nós e com os outros. Vivendo amando e comungando e teremos uma vivência prática do conhecimento de Deus. Que Deus nos abençoe e preguemos o evangelho sempre. Com amor.
TRANSFORMADOS
Todas as vezes que saímos para evangelizar não sabemos se alguém vai se converter ou não, mas Deus o sabe. O evangelismo é um ato de obediência a uma ordenança de Cristo, podemos até dizer que é um ato de louvor, pois anunciamos as suas obras. Quando saímos ao evangelismo não sabemos quem irá ou não se converter, mas sabemos o que nos está incumbido: pregar a Jesus Cristo a todo o mundo, pois quando todos tiverem conhecimento d'Ele, o Rei retornará.
Pensemos mais... posso eu enquanto adoro a Deus fazê-lo mais exaltado? Será que o fato de adorá-lo ou não, aumenta ou diminui sua grandeza? Então por que o adoro? Da mesma forma podemos pensar, evangelizar muito mudará a ciência de Deus dos que serão salvos? O fato de eu pregar ou não mudará quem se salvará?
Adorar, evangelizar, orar, são cumprimentos de ordenanças: "ame ao Senhor acima de todas as coisas"... "ide e pregai"... Se não mudam a Deus, mudam a mim. Quando agimos de maneira a refletir a glória de Deus, seja na adoração, seja na oração, seja na evangelização, somos transformados na e em sua glória.
Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.
2 Coríntios 3:18
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