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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
O MANUAL DO FABRICANTE
“Porque a palavra de Deus tem vida e poder. É mais cortante que qualquer espada de dois gumes, penetra até o mais profundo da alma e do espírito, até o mais íntimo da pessoa; e submete a juízo os pensamentos e as intenções do coração.” (Hebreus 4.12 – Dios habla Hoy).
Vida, poder, penetração, discernimento e juízo são alguns dos atributos da Palavra de Deus. Em resumo, estamos completamente desnudados diante dela. Quando a lemos ou a ouvimos, ela nos mostra exatamente o que somos, como somos e por que somos, e suas consequências. O versículo acima tem que ser lido juntamente com o seguinte, o v.13, que diz: “Nada do que Deus criou pode esconder-se dele; tudo está claramente exposto perante aquele a quem temos que prestar contas.” Isto é, a Palavra de Deus é o “manual do fabricante”. Ninguém conhece melhor o produto do que aquele que o produziu. E ninguém sabe melhor como consertá-lo.
Mas a Palavra de Deus tem outros atributos. Por exemplo, Isaías 55.11 diz: “Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas fará o que me agrada e cumprirá com êxito o propósito da sua missão.” E pelo contexto sabemos que o que agrada a Deus é perdoar o pecador e satisfazer sua alma. Em 1Pedro 1.23-25 lemos que fomos “regenerados de uma semente imperecível, pela Palavra de Deus” que é uma palavra eterna, que “permanece para sempre”. Em João 15.3 Jesus diz que sua palavra de o poder de nos limpar. Em 2Timóteo 3.16 diz que a Escritura é proveitosa para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça o homem de Deus.
O contexto do versículo acima transcrito mostra que ele foi registrado como uma advertência aos leitores da Carta aos Hebreus. Eles, que já haviam se tornado “lentos para ouvir” (Hb.5.11), corriam o risco de nem mais ouvir. O autor os aconselha: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais vosso coração” (Hb.4.7), e “que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência” (Hb.4.11 - o exemplo aqui é o dos israelitas no deserto). Eles precisavam voltar à palavra viva e poderosa, e prosseguir para o aperfeiçoamento (Hb.6.1)
Para saber como funciona o ser humano e como consertar seus defeitos de funcionamento, é preciso ler e entender o “manual do fabricante” – a Bíblia.
MEDIADOR
“Mas agora tanto ele alcançou ministério mais excelente, quanto é mediador de uma aliança melhor, firmada sobre melhores promessas.” (Hebreus 8.6).
O versículo anterior a este diz que o sacerdócio e os sacrifícios estabelecidos por Moisés são figura e sombra das coisas celestiais, por isso ao líder israelita foi mostrado, enquanto estava no monte, um modelo de santuário que ele deveria seguir. Sombra é apenas a projeção do objeto real; quem vê a sombra não vê a realidade. O tabernáculo com suas divisões, lugar santo e lugar santíssimo, com a arca da aliança e o propiciatório era apenas figura e prenúncio da obra salvífica e libertadora de Jesus. O ministério de Jesus é mais excelente, sua aliança é melhor, e melhores são suas promessas.
Enquanto o sumo sacerdote levítico entrava uma vez por ano no santo dos santos, para oferecer sacrifícios sobre um altar feito por mãos humanas, Jesus é ministro do santuário que o Senhor ergueu, não o homem, como diz o autor aos hebreus: “Pois Cristo não entrou em um santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus.” (Hb.9.24). E Cristo “se manifestou de uma vez por todas, para aniquilar o pecado por meio do sacrifício de si mesmo” (Hb.926b).
Enquanto o sumo sacerdote da antiga aliança tinha que oferecer sangue de animais como sacrifício, porque sem derramamento de sangue não há perdão de pecados, o Senhor Jesus, “não por meio do sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no Santo dos Santos e obteve eterna redenção” (Hb.9.12). Esse sangue purifica das obras mortas a nossa consciência, para servirmos o Deus vivo. Por isso Jesus é mediador de uma nova aliança (Hb.9.14,15). E essa nova aliança é melhor porque não é escrita em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. “Porei as minhas leis na sua mente e as escreverei em seu coração” (Hb.8.10).
O sistema mosaico de adoração visava um santuário e um ministério terrenos, num território a ser conquistado, e num lugar que seria escolhido para o culto. Jesus, “tendo se oferecido uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá a segunda vez, não por causa do pecado, mas para a salvação dos que esperam por ele” (Hb.9.28). E os que esperam em Cristo têm melhores promessas, pois esperam uma pátria melhor, e Deus já lhes preparou uma cidade (Hb.11.14). “Pois aqui não temos cidade permanente, mas buscamos a que virá.” (Hb.13.14).
sábado, 5 de dezembro de 2015
CONSTRUTORES DE SONHOS
Alguém disse acertadamente que a diferença entre a pessoa bem sucedida e a mal sucedida é a realização dos sonhos. Chesterton declarou com muita lucidez: "Dizer que um homem é idealista significa meramente dizer que é um homem". Sonhar significa pensar grande, pensar longe, visualizar o futuro (mesmo que ele pertença a Deus). Os grandes sonhadores que se tornaram realizadores entraram para a História.
Os grandes descobridores fazem parte daqueles que sonharam e realizaram. Entre o sonho e a realização há um caminho difícil, muitas vezes doloroso, a percorrer. Muitos morreram antes da realização dos sonhos. Outros foram levantados para a sua concretização. Então, as pessoas relevantes na História são aquelas que sonharam, planejaram e executaram com excelência, com paixão, e deixaram as suas marcas, a sua herança para outros.
Construir demanda esforço
O verbo construir está no infinitivo e demanda esforço, dedicação, perseverança e competência ao longo da vida. Toda a construção planejada demanda uma capacidade imensa de percepção e gestão. Construir é trazer do abstrato para o concreto. É tornar uma ideia algo visível e palpável. Realizar sonhos tem a ver com vidas. Podemos investir em pessoas. Os sonhadores que realizam, motivam pessoas. Elas são inspiradoras e motivadoras. Trazem pessoas na inércia para uma vida dinâmica e produtiva sem entrar pela via do ativismo. Idealizar e realizar contribuem para a dignidade do homem feito à imagem e semelhança de Deus.
Quando sonhamos e colocamos em prática, podemos contribuir para tirar pessoas da marginalidade e colocá-las no caminho da criatividade e da utilidade. Recentemente tivemos o belíssimo exemplo no trabalho do nosso artista plástico Vick Muniz, que resgatou pessoas do lixão de Gramacho, Duque de Caxias, no seu filme "Lixo Extraordinário", sensibilizando as autoridades para o seu fechamento.
Jesus, nosso modelo
Jesus é o nosso modelo de alguém que tinha consciência de Sua missão (Lc 19.10) determinada pelo Pai e a realizou plenamente em Sua vida sacrificada por nós na cruz. Ele andava por toda a parte fazendo o bem (At 10.38). O Seu trabalho notável é a reconciliação do homem com Deus (2 Co 5.18-20). Jesus quebrou paradigmas que eram defendidos pelos religiosos judeus e aristocráticos gregos e romanos de sua época. Valorizou as mulheres e deu-lhes dignidade. Podemos dizer que os sonhos do Pai foram concretizados plenamente em Cristo, o Filho, desde a Criação à Redenção. Em Cristo todo o que crê é reconstruído à imagem do Pai para uma vida de pleno significado. Aqueles que estão em Cristo são idealizadores e realizadores visando ajudar os que estão perdidos, sem rumo.
Seja na vida pessoal, familiar, igreja e sociedade de um modo geral, a construção de sonhos é fundamental. Na sua edificação devemos inovar, criar com a sensibilidade e inteligência que nos foram dadas por Deus. Somos desafiados a estabelecer metas arrojadas e meios éticos que glorifiquem a Deus. Idealizar sonhos é ser um artista, usar o talento e os dons para mudar esta sociedade egoísta, ativista e consumista que tem perdido o próximo de vista.
No processo de edificarmos sonhos devemos fazê-lo para eliminarmos a miséria, diminuirmos consideravelmente a pobreza na formação de uma sociedade mais igualitária e solidária. Trabalharmos para o crescimento das pessoas, criarmos oportunidades. Levarmos pessoas a consolidarem o seu espaço, saindo de si mesmas para servirem ao próximo.
Na tarefa sublime de construirmos sonhos somos desafiados a mudanças significativas na sociedade. Gandhi tinha o sonho de libertar a Índia do domínio britânico e o fez sem derramar uma gota de sangue. O presidente Juscelino Kubischeck idealizou Brasília, com a expansão do centro-oeste, e a viu concretizada. O pastor Martin Luther King sonhava com a convivência amorosa e pacífica entre brancos e negros norte americanos. Foi assassinado, mas o seu sangue foi a semente que germinou para a sua realização. Hoje, os americanos têm um presidente negro. Os que idealizam e constroem são proativos e revolucionários, os que fazem toda a diferença e escrevem capítulos muito interessantes na História. Homens e mulheres que trabalharam para melhorar a vida das pessoas estão nesse grupo seleto.
Vamos construir sonhos! Sonhos que valem a pena. Que contribuam para o benefício da humanidade. Sonhos que ajudam a levantar os que estão à margem de uma sociedade narcisista. Construamos sonhos magníficos e que dignifiquem o Criador. Sejamos coadjuvantes na construção de uma sociedade melhor. Sonhemos com base nos valores do Reino de Deus. Mobilizemos pessoas a darem o melhor de si. Que o Pai nos livre de sermos famosos, mas nos conceda a graça de sermos notórios - deixarmos uma herança que contribua para o progresso do homem. Apoiemos as iniciativas nobres e solidárias. Seja Deus exaltado nos nossos ideais e na sua realização! Que sejamos construtores de sonhos.
COMO SERÁ O AMANHA?
"O que o homem semear, isso também colherá."
Gálatas 6.7
"‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor,' planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro'."
Jeremias 29.11.
Um dos mais antigos desejos humanos é a previsão do futuro. Entretanto, a melhor maneira de prever o futuro é investir em sua construção hoje. Foi o que Peter Drucker afirmou: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo." A construção do futuro é um tema presente no imaginário da humanidade há muito tempo. Isso tem fascinado escritores, pensadores e pesquisadores em épocas diversas. O ser humano é o único ser vivo que tem noção do futuro e que, por isso mesmo, consegue trabalhar o seu imaginário no sentido de idealizá-lo. O futuro é o que representa nossas expectativas e a nossa esperança, uma vez que o presente já se encontra desvendado e o passado constitui nossas lembranças.
A ideia de uma viagem no tempo é uma ficção que tem alimentado o cinema e a literatura, mas que passou a ser tratada como uma possibilidade quando o matemático Kurt Godel, na década de 1940, analisou as equações propostas por Albert Einstein, apontando para a transposição de informações para além do tempo.
Passado, presente e futuro
Para nossa noção de temporalidade, o passado é imutável, o presente é o instante vivido e o futuro é o que está em aberto. A exigência de deixar nossa realização para um "quando" acaba se tornando uma síndrome que dificilmente nos livramos. A nossa felicidade é transferida para quando comprar a casa própria, para quando casar, para quando formar os filhos, para quando se aposentar. Da mesma forma, na época em que os ocidentais desenvolveram a noção de carpe diem, que incita a desfrutar o presente, isso se tornou um verdadeiro engano. Não dá para viver o presente ignorando que o futuro virá. Isso foi sinal de decadência para o império romano.
Jesus também nos ensinou a não nos preocuparmos com o amanhã. Porém isso não significa desprezar o futuro. A melhor maneira de se lidar com o futuro é vivendo a realidade do Reino no presente. Muitos acham que a questão do futuro está ligada a um além distante, um evento fora do tempo. Mas o que Deus tem a fazer para a vida humana está imerso na história. Jürgen Moltmann reconhece que "nós não somos só interpretes do futuro, mas já os colaboradores do futuro, cuja força, na esperança como na realização, é Deus." O grande desafio que temos diante de nós, portanto, é restaurar as práticas da esperança no presente de maneira que nos tornemos responsáveis pelo futuro da humanidade.
Você pode se preparar para o futuro de duas formas: vendo-o como resultado do acaso ou tratando-o como resultado de suas escolhas. No primeiro caso, ele não passa de um destino sobre o qual não temos qualquer controle, um mistério insondável sujeito aos desígnios da sorte ou do revés. No segundo caso, você precisa dar mais atenção a isso agora. Certa vez, o especialista em gestão Tom Peters, ao ser indagado sobre como será o futuro, afirmou: "Como será o futuro eu não sei. Só sei que você terá de estar preparado para ele seja ele qual for."
O futuro no presente
O futuro já está presentificado, de forma intrínseca, nas práticas do presente. O que realizamos hoje aponta para o futuro. A Bíblia trata o futuro de duas formas. A primeira como resultado de nossas escolhas. Paulo afirma que tudo o que plantamos colhemos. "[...] o que o homem semear, isso também colherá." Gálatas 6.7. A segunda como resultado de promessa. O profeta afirma que Deus tem planos de nos dar um futuro de paz e restaurar nossa esperança. "‘Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor,' planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro'." Jeremias 29.11.
Para a teologia cristã, estas duas formas estão inter-relacionadas. Isso nos remete a duas capacidades que podemos desenvolver: a de traçar objetivos e a de sonhar. Quem não tem objetivos claros na vida e quem não desenvolve a capacidade de sonhar vive de forma insegura. Os objetivos apontam caminhos que podemos trilhar e os sonhos só existem quando acreditamos neles. É a lógica do futuro: a capacidade de investir tempo e trabalho na conquista de objetivos e na realização de ideais. E isso nós podemos fazer agora.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
CUIDE DA SUA IGREJA
Quando o assunto é a igreja e a figura usada é o corpo de Cristo, pode-se falar de diagnósticos e prognósticos para discernir as necessidades básicas do povo de Deus.
Como diagnóstico pode se dizer: A igreja de Cristo está crescendo em todo o mundo de forma visível e incontestável. Aqui e acolá, as notícias de que o corpo de Cristo está em pleno desenvolvimento e crescimento são uma realidade. Dados comprovam esse fato, porém, no mundo cientifico, quando se trata de crescimento orgânico, existem dados que demonstram as conseqüências que um processo de desenvolvimento sem acompanhamento acarreta. No campo biológico, pode ser visto que todo crescimento sem um balanceamento orgânico é gerador de deficiências e deformidades irreversíveis. Com a igreja não é diferente, pois ela é organismo vivo antes de ser uma instituição organizada. É um organismo latente, composta de pessoas crescendo em plenitude e graça até a estatura de varão perfeito.
Além de ser um organismo vivo, é também uma instituição organizada. Esse fato exige que pessoas estejam gerenciando, administrando toda circunstancia que envolve esse crescimento visível e latente. Se por um lado existem dados que demonstram o crescimento da igreja, outros demonstram que existem muitas igrejas morrendo ou definhando por falta de uma liderança que coordene com êxito as várias situações de enfermidades que acontecem na igreja, como corpo de Cristo.
Provocando enfermidades
Enfermidades acontecem porque existem pessoas que antecipam, por conta própria, a efetivação de líderes. Pessoas adotam critérios de escolha sem ouvir a voz de Deus ou até mesmo fingindo não ouvir. Dessa forma, acontece o estabelecimento de pessoas que aos olhos de Deus deveriam esperar um pouco mais para assumir tamanha responsabilidade, exemplos: Pessoas imaturas são colocadas em posição que exige certo grau de maturidade. Pessoas que ocupam algum tipo de grau elevado na sociedade são colocadas em lugar que exige extrema humildade. Pessoas que ainda não conseguiram se encontrar são colocadas onde precisam ajudar outros a se encontrarem.
Outro fator que provoca a “morte” de uma instituição eclesiástica é o fato de que líderes estão atuando com sobrecarga muito além de suas capacidades, isso pode ocorrer por incapacidade do líder ou pelo fato de que o crescimento natural e explosivo da igreja faz com que pessoas muito bem intencionadas e vocacionadas assumam a posição de líderes para não interromper o processo de crescimento, porém, precisam de acompanhamento para a sua formação, caso contrário, em um determinado momento acontecerá uma “falência múltipla dos órgãos”.
Enfim, esse quadro mostra um diagnóstico desfavorável para um crescimento sadio em diversas partes do “corpo de Cristo”. Feridas começam a se espalhar e ferir outras partes do “corpo”. Que o corpo de Cristo, como igreja, está crescendo é inevitável e cresce para a glória de Deus, entretanto é preciso estar muito atento para aquilo que está sendo realizado no que depende da participação humana, pois as portas do inferno não prevalecerão sobre a igreja de Cristo. “Também eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16:18).
Apesar dessas palavras, de Jesus, existe uma grande parte do corpo que está enferma porque não está sendo cuidada por pessoas que foram devidamente preparadas. Pode até não existir dúvidas de que são pessoas vocacionadas e chamadas por Deus para o privilégio de liderar, mas não é o momento exato para a liberação. Quando essa antecipação acontece, a igreja parece perder força, e imediatamente os líderes que estão em “plena atividade” devem perguntar a Deus e a si mesmos: O que acontece? Falta preparo? Falta treinamento? Falta vergonha?
A partir desse diagnóstico, somente um caminho pode ser trilhado, somente um procedimento pode ser favorável e este é: cada parte do “corpo de Cristo” (Igrejas locais e denominacionais) deve adotar um programa efetivo para seleção, treinamento, envio e manutenção de líderes e tornar esse propósito uma prioridade para o sustento do crescimento orgânico e estrutural da igreja, porque do espiritual Deus está cuidando e muito bem. “louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. enquanto isso, acrescentava-lhes o senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. (At 2:47)
Um remédio providencial
O primeiro prognóstico diz respeito a medidas que devem ser de caráter urgente tais como o entendimento da necessidade de treinar e manter líderes de forma sistemática e formal para evitar certo desequilíbrio e desconforto para o crescimento da igreja, e se houver resistência de flexibilizar e optar por um programa de seleção, treinamento e manutenção de líderes, Deus precisará levantar pessoas ou usar de qualquer outra forma para que a igreja não seja envergonhada por conta do relaxo humano. “Maldito aquele que fizer a obra do senhor relaxadamente! Maldito aquele que retém a sua espada do sangue!” (Jr 48:10)
Outro prognóstico é: havendo consenso e honestidade na forma de selecionar, formar e manter líderes, com certeza a igreja de Cristo será agente transformador na sociedade, no contexto em que está inserida, e experimentará um crescimento jamais visto na história, pois a criação está gemendo pela redenção e Deus tem pressa em receber os seus na medida que acrescenta dia a dia à sua igreja.
O desejo de Deus é que líderes bem formados e treinados possam pastorear um rebanho faminto e sedento por águas límpidas, e aqueles que fazem parte do “corpo de Cristo” precisam ter consciência de que qualquer tipo de líder, secular ou religioso, deve ser muito bem treinado antes de exercer a liderança que a ele está sendo designada. O certo é que muitos prognósticos podem ser estabelecidos a partir de um diagnóstico.
Assim um prognóstico favorável é: priorizem programas honestos de seleção, treinamento e manutenção para líderes em atividade na igreja. E um prognóstico desfavorável é: mantenham-se estáticos e inflexíveis quanto ao processo de crescimento da igreja e com certeza as portas do inferno não prevaleceram contra ela somente porque Deus ainda conta com 7000 que não dobraram os joelhos. Caso contrário terá de lançar mão de mulas para orientarem o seu rebanho.
O objetivo é: alcançar níveis de formação teórica, prática e espiritual que possibilitem a execução da missão que Deus designou à igreja. Executar a missão da igreja com dignidade, inteligência, discernimento espiritual e destreza por parte daqueles que são levantados para liderar um povo de propriedade exclusiva de Deus é essencial para que o nome de Deus seja glorificado por toda a terra.
SUPERANDO
“... Neste mundo sofrereis tribulações; mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo.” (JO 16:33 KJA)
Este é um dos textos que introduz a despedida de Jesus desta Terra! Seu Amor é tão intenso e verdadeiro que Ele Tratou de prevenir os apóstolos quanto a tudo que haveriam de passar nesta vida!
Não há motivos para crer que seria diferente com todos os que de fato seguem a Jesus e entendem sua chamada, que diz: “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!”.
É muito óbvio, apesar das distorções de muitos, que o convite de Jesus é sacrificial no que diz respeito a uma vida comum, como é a da maioria das pessoas a nossa volta.
Como interpretar de maneira diferente um texto que tem como continuidade um conflito paradoxal, no qual ganhar a vida é perdê-la e perder a vida é ganhá-la? Este texto é autoexplicativo!
No estilo de vida cristã, temos que estar prontos para resistir o dia mal, e com certeza o verdadeiro mal a ser superado é o de enfrentar este mundo e seus desencantos e sofrimentos sem a Esperança correta que vem de Cristo!
Não devemos confundir as tribulações materiais e físicas com a verdadeira perturbação de sofrer por não ter a Cristo, ou ter dúvidas se somos ou não habitação, templo de Deus, a fonte da esperança e do consolo!
Os males da vida vão nos sobrevir de um modo ou de outro, pois somos seres passíveis de angustia. Muitos filósofos entendem que o simples fato de sabermos que vamos morrer nos faz viver com vertigem vitalícia.
Porém, muitos filósofos não entendem que, mesmo sabendo que se vai morrer, pode haver esperança. Ainda que no meio da dor ou da falta, Cristo nos alimenta, e a fé garante-nos que Ele tem cuidado de nós.
Quando Paulo foi chamado por Jesus, Ananias ouviu que Paulo precisaria saber o quanto ele sofreria por amor a Cristo. Nem com Pedro ou qualquer um dos apóstolos foi diferente: segundo a história da igreja, todos morreram de forma brutal ou exilados, como no caso de João. A vida abundante para qual Deus nos chamou não tem garantias de benesses materiais, físicas ou fisiológicas!
A vida abundante prometida pelo Salvador do mundo requer que batalhemos pela dignidade da humanidade e, é claro, a nossa. Isso significa que, apesar de podemos lutar por uma vida melhor e mais tranquila, não devemos esperar que Deus vá garantir outra coisa senão a incomparável abundância de vida, que é viver sabendo que em Cristo somos mais que vencedores e que pela Fé venceremos o Mundo e seus males!
Afinal, desejar de Deus qualquer coisa além da salvação é uma forma esdrúxula de pensar que a salvação é insuficiente, quando o que nos basta é crer contra a esperança!
Que o Senhor nos guie a viver de modo digno da vocação para qual Ele nos chamou, que não menosprezemos a salvação por um prato de lentilhas chamado prosperidade materialista, pregada por homens que corrompem a real mensagem da fé evangélica, que aponta para a salvação e a simplicidade da dignidade humana!
O SEGREDO DA ORAÇÃO
Sempre temos a oportunidade estar cercado por várias pessoas, seja mãe, pai, irmãos, amigos, patrão etc e tal. Posso viver arrodeado de muita gente e não possuir intimidade com ninguém, posso sentar ao lado do seu João em cada programação da igreja e nem sabem quem ele é direito.
Agora vamos para outro ponto que culminará em uma mesma conclusão...
Nos tempos em que estamos vivendo, a todo momento, sofremos um bombardeio de informações em nosso intelecto, com tanta tecnologia podemos ter o mundo em nossas mãos, basta um smartphone e um clique para matarmos a saudade de quem está longe ou resolver algo na conta bancária sem perder muito tempo. Tudo isso é muito prático, é muito bom.
Esses dois pontos citados acima: cercado de muitas pessoas e bombardeado pelas informações, aparentemente são bem legais. Contudo nos apresenta um mal: A vida superficial, a qual tem reflete diretamente em nossa vida espiritual.
Deveríamos saber que Deus criou o homem para o relacionamento, a relação com Ele, afim de uma amizade e cumplicidade com o Pai, porém dia após dia temos feito o oposto dando as costas para essa intimidade que nos é oferecida e achamos que “servi-lo” em uma programação ou ministério é tudo. O salmista afirma com bastante clareza:
“O SENHOR confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança.” #Salmos 25:14 (NVI)
Preciso fazer a interpretação textual? Sim, preciso! Não há dúvida de que precisamos conhecer de maneira mais profunda o Senhor, só existe intimidade com relacionamento e para isso é necessário que se invista tempo, afinal não confiamos nossos segredos e não fazemos alianças com quem temos um relacionamento raso e artificial, condicionado as programações e momentos – como eu e o senhor João – assim creio que Deus não faria diferente. Nessa última semana pensei acerca de quanto tempo – desnecessário – a humanidade (estou me incluindo aqui) gasta investindo na intimidade com o WahtsApp e seu mundo de superficialidade, me entristeci lembrando das palavras de Jesus em Mateus capítulo 6: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Versículo 21). É claro que o tesouro para nós não tem sido a vida com Deus, somos uma geração de adolescentes e jovens que não possuímos a amizade de Cristo como algo precioso em nossa vida, porque não conhecemos seus segredos para nós. O fim dos tempos está próximo, Jesus está voltando e o amor de muitos têm se esfriado, a cada dia estamos mais longe da presença do Espírito Santo e nem percebemos, talvez porque nunca tenhamos tido um relacionamento autentico e verdadeiro com o Autor da nossa fé.
Como podemos poderemos resistir ao fim dos tempos e ter nosso primeiro amor renovado? O apóstolo Pedro é simples e direto:
“O fim de todas as coisas está próximo. Portanto sejam criteriosos e estejam alertas, DEDIQUEM-SE À ORAÇÃO.” #1Pedro 4:7.
“(...) Sejam criteriosos e estejam alertas. (...)”
Qual tem sido nosso critério para com quem nos relacionamos? Estamos alertas quanto o que vemos na TV ou na tela do nosso computador? Vigiamos enquanto conversamos com os nossos colegas? ...
“(...) Dediquem-se à oração.” Tem um ditado muito conhecido e falado, porém pelos frutos vejo que não fazemos uso dele, esse “clichê” nos diz que Deus pode falar com seu povo de várias formas, porém seu povo só pode falar com Deus através da oração.
Precisamos perseverar em oração, gastar tempo conversando com o Pai, não com barulhos, gritarias e manifestações estranhas, mas se entregando cada vez mais à um relacionamento profundo com o Deus vivo e verdadeiro.
Para que o amor de Cristo continue vivo em nós,
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