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sábado, 26 de agosto de 2023

SENHOR



Jesus pronunciou essas palavras (“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” - Mt 9:38) em um contexto específico. 


Segundo lemos, Ele estava percorrendo “cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9:35). Jesus estava em movimento, cumprindo a missão de proclamar a salvação, e o fazia viajando exaustivamente por povoados e cidades, pregando nas sinagogas e curando os enfermos. 


Encontramos aqui o ambiente da missão. Ela deve ser cumprida em toda parte e entre todas as pessoas. Em cidades, vilarejos e aldeias. Em espaços urbanos e rurais. Com os religiosos e os sem religião. Nos templos e nas praças. Do outro lado da rua e do outro lado do mundo. 


O texto também nos fala sobre uma das motivações para a missão. Sabemos que a motivação maior é a glória de Deus. E encontramos aqui uma das motivações pessoais de Cristo: a compaixão. Diz o texto que “vendo Ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt (9:36). 


Jesus teve compaixão daquelas multidões e o motivo é que estavam perdidas, como ovelhas sem um pastor. Estavam também aflitas e exaustas, ou seja, sem qualquer esperança e sem qualquer força. 


Assim, a resposta de Jesus, com o coração cheio de compaixão, e vendo as multidões perdidas e sem esperança, foi a oração. 


Ele primeiramente reconheceu a complexidade da seara, chamando-a de “grande”. E logo depois ensinou: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9:38). 


Precisamos orar, pois Deus ouve e responde as orações. 


Precisamos orar por trabalhadores, aqueles que são chamados e preparados por Deus para a seara. 


Precisamos orar pelo envio desses trabalhadores,

pois é o Senhor quem os manda. 


Precisamos orar pela força desses trabalhadores, para que não se quebrem. Precisamos orar pela perseverança dos trabalhadores, para que sigam até o fim.


Que Deus abra os nossos olhos para enxergar a grande seara. E que Ele abra também os nossos corações para termos compaixão dos perdidos. Como Jesus fez, sigamos por todas as cidades e vilarejos pregando o evangelho do reino, para a glória de Deus, a alegria do perdido e a edificação da igreja. Envolva-se! A missão é urgente.



TER

 A sensação de ter muito por ser feito é positiva, pois ajuda a olhar para frente e não gastar tempo com o término da passagem por este mundo. Uma vez a idade era mais determinante, pois ninguém passava pela média dos anos de vida. Com o avanço das ciências e da tecnologia podemos, sim, deixar o céu esperando, mas sem cruzar os braços ou simplesmente deixando acontecer. Encerramos ciclos e nos abrimos para acolher novos momentos e tempos. A sensação de estar inacabado e ter muito por fazer não pode gerar angústia e nem acomodação. Nossa vida é uma brilhante equação, que está sempre aberta para construir outras relações. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

PALAVRAS

 


Ao refletir sobre as palavras de Jesus em Mateus 9:38 (“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”), precisamos inicialmente compreender alguns fundamentos. 


O primeiro é o fundamento de posse. A seara pertence a Deus. Ele é o Senhor da seara e é Ele quem envia trabalhadores para a sua seara. Deus é o Senhor da seara e também da igreja. Ele tem poder sobre tudo e todos, e nada acontece fora do seu governo. Portanto, a missão acontece na dependência de Deus, que nos chama para crer, amar e servir a Jesus com tudo o que somos e temos. 


O segundo é o fundamento do chamado. É Ele quem chama e envia o trabalhador para a seara. Assim, o envio dos trabalhadores não é resultado de movimentos humanos, estatísticas convincentes ou pregações entusiasmadas, mas de Deus e da vontade de Deus. Por isto precisamos orar, rogar ao Senhor da seara que envie. É Deus quem chama e é Deus quem envia. 


O terceiro é o fundamento da urgência. Jesus nos diz que a seara é grande e que os campos estão prontos para a ceifa (Jo 4:35). Aponta para o trabalho do Espírito Santo, que convence o pecador e o leva ao sincero arrependimento. E isto é feito pela graça do Pai e o sacrifício do Filho, entre todos os povos, línguas, tribos e nações da terra (Apoc 5:9). O tempo é hoje e a obra é urgente!


Portanto, devemos rogar, pedir a Deus que envie trabalhadores, sabendo que Ele é o Senhor da Seara, que é Ele quem chama e envia, e que a mensagem a ser proclamada é urgente. Que o Senhor nos fortaleça!


A seara pertence a Deus. 

Ele é o Senhor da seara e é Ele quem envia trabalhadores para a sua seara. 

Deus é o Senhor da seara e também da igreja. 

Ele tem poder sobre tudo e todos, e nada acontece fora do seu governo. Portanto, a missão acontece na dependência de Deus, que nos chama para crer, amar e servir a Jesus com tudo o que somos e temos. 


VIDA

 Diante de tantas adversidades que a vida apresenta a cada passo que o ser humano dá, muitos buscam pelo menos uma sensação de segurança para prosseguir no dia-a-dia. Não sabendo muito onde encontrar essa segurança, procuram achá-la, em quem oferece-la, seja em um amigo, em um parente, em uma autoridade pública, em um líder espiritual, dentre outros. Porém há um Deus vivo e verdadeiro que está aguardando um coração que o adore em espírito e em verdade, o qual, Ele quer cuidar. Vemos isso no Salmo 121 onde o salmista nos diz: " ¹Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.

² O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.⁵ O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.⁶ O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.⁷ O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma.⁸ O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída". Portanto, se tens algum medo ou insegurança, entregue a sua preocupação ao Senhor, descanse Nele , e o mais Ele fará.

HORA

Um novo dia se apresenta... É hora de recomeçar... Que a fé inspire e aumente a motivação... Somos movidos pela esperança, pois acreditamos num mundo novo... Que a paz seja a melhor companhia deste dia... Feliz sexta-feira! “Há um diálogo que acontece dentro de você. Ouça com muito cuidado o que seu universo interno está tentando dizer.”O ser humano é o resultado de muitos e infindáveis aprendizados. Para além do choro, a criança necessita descobrir a arte de viver e de revelar-se como um ser único e especial. Tudo é aprendizado, do início ao fim, simplesmente para garantir a sobrevivência. Mas, para além do físico e do biológico, há um longo caminho afetivo a ser percorrido. A descoberta de si mesmo não é tarefa muito fácil, pois o mistério paira sobre a existência, provocando muitas perguntas e fazendo surgir incontáveis indagações. O pulsar existencial clama por significado: há uma busca que coloca todas as células em movimento. Conversar consigo mesmo é uma necessidade do ser humano, uma fidelidade ao sagrado que habita as entranhas e que clama por paz. Já me flagrei falando em voz alta comigo mesmo, tamanha necessidade de dialogar com o idealismo que está em minha existência. É comum encontrar pessoas conversando sozinhas. Não vejo nada de anormal, pois o ser humano é feito comunicação ininterrupta. Às vezes, sentimos vergonha de estar falando sozinho em voz alta, mas não há nada de errado, o preocupante é quando a pessoa não dialoga consigo mesma. Os padrões sociais estabelecem dicas que buscam favorecer a normalidade da convivência. Mas a espontaneidade está acima de tudo, uma vez que não fomos criados em série, podemos fazer valer a nossa identidade pessoal. Tenho escutado os meus diálogos interiores e tenho aprendido muito. O meu universo tem me dito tantas coisas, que incrementam a esperança que sempre cultivei. Não perco tempo com pessimismo e com quem só consegue ver o lado sombrio de tudo e de todos. Procuro fugir dos ruídos para melhor escutar a linguagem do amor, que percorre serenamente os diferentes ambientes do meu ser. Viver é bom demais, quando cultivamos um espaço de ternura e de humildade. 

ROLEX

 Os que atacam outras religiões, classificando seus deuses como demônios geralmente se valem da passagem bíblica em que o apóstolo Paulo afirma que “as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios” (1 Coríntios 10:20).


Ora, se Paulo chama os deuses do panteão romano de demônios, logo, concluem que têm o direito de referir-se a toda e qualquer divindade da mesma maneira, independentemente do contexto. Seria esta uma conclusão razoável? Seria respeitoso referir-se a Allah, Buda e entidades de cultos de matriz africana como “demônios”? Que diferença haveria entre estes e aqueles a quem os romanos cultuavam? 


Primeiro, precisamos entender o conceito grego de demônios. Na mitologia grega, a palavra "demônios" tinha um significado diferente do que costumamos atribuir hoje. Na Grécia Antiga, os "demônios" eram considerados intermediários entre os deuses e os humanos, frequentemente servindo como mensageiros ou portadores de informações (algo análogo aos anjos da tradição judaico-cristã). Eles não eram necessariamente bons ou maus, mas sim entidades que supostamente facilitariam a comunicação entre os mundos divino e humano. A ideia de "demônios" como entidades exclusivamente malignas ou diabólicas veio muito depois, em interpretações religiosas e culturais posteriores. Mas consideremos que Paulo tenha dado uma conotação negativa a tais entidades, bem como aos cultos a elas prestados, visto que, para ele, elas eram espíritos atravessadores que se ofereciam para fazer a ponte entre os humanos e o divino, assumindo assim um lugar preenchido exclusivamente por Cristo na fé cristã.


Mesmo assim, Paulo não se referiu aos deuses dispostos no areópago grego como demônios. Teria sido ele condescendente com a idolatria dos gregos? Ou simplesmente preferiu respeitar a religiosidade alheia? 


Para entendermos melhor o pensamento de Paulo, recorramos a outra passagem encontrada na mesma epístola: 


“Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhececido dele. Quanto, pois, ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só. Pois, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (1 Coríntios 8:1-6).


Para Paulo, o ídolo em si não era nada. Apenas uma representação física, palpável, de uma entidade espiritual. Ele também reconhece que havia quem atribuísse divindade a si mesmo, tanto na dimensão espiritual, quanto na física (possivelmente se referia ao imperador romano). Porém, ele deixa claro que para os seguidores de Cristo só haveria um único Deus, o Pai, é um único Senhor e Mediador entre Ele e os humanos, Jesus.


A idolatria praticada pelos romanos envolvia sacrifícios humanos, entre outras práticas repulsivas, como a humilhação pública seguida de execução daqueles que se recusavam a reconhecer a divindade de César. Os cristãos primitivos sofreram na pele a dura perseguição por sua lealdade a Cristo. Portanto, o culto ao imperador e aos deuses daquele panteão era uma ferramenta de domínio. Não era possível servir a Cristo e submeter-se aos deuses dos que se valiam deles para dominar, oprimir e explorar. 


Os demônios sempre se escondem por trás dos ídolos usados para justificar a conquista, a supremacia de um povo sobre outros, a xenofobia, a escravização, a exploração econômica, etc. Eles podem se esconder até mesmo atrás de figuras santas, inclusive do próprio Cristo, para validar discursos e narrativas que fomentam o ódio e o preconceito. Por isso, o mesmo Paulo diz que “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:14-15).


Os demônios sempre se acomodam nas engrenagens de estruturas iníquas responsáveis pelas desigualdades e pela busca desenfreada por lucro. A Grande Babilônia descrita em Apocalipse é o arquétipo de uma sociedade erigida sobre tais fundamentos. Ali se anuncia profeticamente a sua queda: “Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou habitação de demônios e antro de todo espírito imundo” (Apocalipse 18:2).


Nossa sociedade está infestada de demônios. Mas não os procure nos terreiros, nos quilombos, nas aldeias indígenas. Eles não são encontrados entre os oprimidos, mas entre os opressores. Procure-os nos palácios, nas sedes de grandes empresas, nos condomínios de alto padrão. Eles não estão nas expressões de fé que resistiram ao tempo e ao preconceito, mas na religiosidade frívola dos que se apropriam do discurso religioso (seja ele qual for) para garantir seus privilégios. Eles estão nas franquias religiosas com os seus fast-food da fé, desprovidos de nutrientes espirituais que fomentem uma consciência solidária e uma espiritualidade engajada na transformação das estruturas sociais. São verdadeiras castas demoníacas que se alimentam da ignorância, propagando falsas promessas e incitando o que há de pior da natureza humana. O diabo veste prada! Seus asseclas exibem seus relógios Rolex, suas joias e outros mimos sem nem ao menos se importar com aqueles dentre os fiéis que nem sequer têm com que pagar suas contas no final do mês. Como toda Grande Babilônia, esta também está destinada a cair. E seu tombo será épico, estrondoso e irreversível.

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

SEMPRE

 Deus sempre quer o melhor para você e a sua família. Então, falar “se Deus quiser...” para aquilo que a Bíblia já deixa claro que é a vontade de Deus para nossa vida, como cura, salvação, prosperidade, reconciliação ou crescimento não faz sentido, pois estaríamos dando declarações de dúvidas, e não de certeza.  

Por isso, em vez de dizer:


“Se Deus quiser, minha vida vai melhorar”, diga: “Eu sei que minha vida vai melhorar, porque meu Deus quer que eu prospere em todas as áreas, Ele é Deus de abundância, e eu vou fazer a minha parte”.


Em vez de dizer:


“Se Deus quiser, essa doença vai acabar”, diga: “Eu sei que já fui curado por Jesus na cruz do Calvário, porque Jesus levou sobre si toda dor e enfermidade, segundo diz Isaías 53:4-5”.


Em vez de dizer: 


“Se Deus quiser, meu marido vai ser salvo”, diga: “Eu declaro que eu e minha casa serviremos ao Senhor. Eu sei que Deus, quando me vê, vê toda a minha família e o Espírito Santo já está fazendo a obra na vida do meu cônjuge e filhos”.


Em vez de dizer:


“Eu estou ‘frito’, não sei o que vai ser de mim, mas, se Deus quiser, eu vou sair dessa”, diga: “As circunstâncias estão difíceis, mas sei que Deus me dará escape, porque Ele nunca me abandona”.


Não coloque a vontade de Deus para salvação, prosperidade, cura, reconciliação ou crescimento em dúvida. Deus é bom em todo tempo e nos ama! 


Use sua fé, declare o que você crê e veja as coisas mudarem para melhor!


E sobre coisas específicas, que ficamos em dúvida? Nesse caso, temos que pedir a direção de Deus e estar sensíveis à Sua voz, pois Ele sempre quer nos dirigir. Falar “se Deus quiser” não estaria errado. É como se você estivesse disposto a seguir aquilo que Deus te orienta

AGRADAR

Na dinâmica da existência humana e dos relacionamentos, convivemos com uma enorme variedade de expectativas sobre nós. Há expectativas gerad...