O machado esquece mais a arvore lembra
É impressionante como quem fere sempre acha que foi "só um momento", "só uma palavra mal colocada",
"só um deslize".
Para o machado, foi só um golpe.
Para a árvore, foi uma marca.
Essa frase expõe um ponto cego perigoso: a facilidade que temos de minimizar o que causamos e maximizar o que sofremos.
O machado segue a vida. A árvore precisa cicatrizar.
E é exatamente assim nos relacionamentos:
Quem machuca segue como se nada tivesse acontecido.
O machado se esquece mais a arvore lembra
Quem foi machucado leva tempo para se recompor.
Por isso, maturidade não é apenas pedir perdão, é reconhecer o impacto.
E assumir que você pode ter "seguindo em frente", mas o outro ficou com um corte aberto.
É entender que o seu "não quis dizer isso" não apaga a dor que o outro sentiu.
É aceitar que reconstrução sempre leva mais tempo do que destruição.
Se você é o machado:
• Pare de tratar como leve o que para o outro foi profundo.
• Pare de falar "já passou" quando quem apanhou ainda está tentando se levantar.
• Pare de ser rápido para golpear e lento para curar.
Se você é a árvore:
• Suas marcas não te diminuem, te tornam mais sábio.
• Suas cicatrizes contam histórias, mas não definem seu destino.
• O corte dói, mas também revela onde Deus pode fazer brotar algo novo.
No fim, o Evangelho nos chama para um ponto inegociável: se machucamos, precisamos reparar;
se fomos feridos, precisamos escolher não viver presos ao golpe.
Porque Deus não nos chamou para ser machados que ferem, nem árvores que morrem de tanto apanhar, mas um povo que lembra, cura, reconstrói e vive com responsabilidade relacional.
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