“.. Às vezes, a vida leva embora pessoas que a gente acreditava que estariam para sempre. E nesse desapego, o vazio que fica parece enorme, quase impossível de suportar. Eu perdi alguém que não foi apenas amor, mas abrigo nos dias frios, riso nos momentos silenciosos, calmaria em tempestades que pareciam intermináveis. E mesmo com o tempo passando, há horas em que a saudade grita tão alto que sufoca, pesa, e faz o mundo parecer menor.
Dói lembrar dos planos que fizemos, das conversas que se estendiam noite adentro, dos gestos que hoje só vivem na memória. Não foi apenas uma despedida; foi como se uma parte do meu próprio ser tivesse partido junto. Tento seguir em frente, mas há dias em que o coração insiste em olhar para trás, e cada lembrança se transforma em um fio invisível que me puxa de volta.
É doloroso aceitar que, por mais intenso que seja o amor, ele nem sempre basta para manter alguém ao nosso lado. E mesmo entendendo que a vida continua, há momentos em que tudo que eu queria era voltar no tempo, sentir novamente o calor daquela presença, ouvir mais uma vez aquela voz, e, por alguns instantes, acreditar que nada foi embora.
Mas talvez seja justamente nesse vazio que aprendemos o valor do que fomos, do que sentimos, e do quanto ainda podemos sentir. A perda ensina, ensina que o coração tem força para seguir, mesmo carregando saudade, mesmo carregando cicatrizes. E ainda que a ausência doa, ela também lembra que fomos capazes de amar de verdade, e que esse amor, mesmo distante, continua a existir dentro de nós..”
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