“… Te esperei por tanto tempo que perdi a conta.
Esperei as estações mudarem, o vento trazer teu nome, o céu me dar algum sinal. E no silêncio das madrugadas, quando tudo no mundo se aquieta, era a tua ausência que gritava mais alto.
Não voltei atrás.
Não bati na tua porta.
Não implorei por um amor que também deveria ter vindo de ti.
Mas, por dentro, eu desejava que o teu coração tivesse coragem de atravessar o próprio orgulho e me buscar.
Desejava que, em algum instante de lucidez, tu lembrasses que existia aqui um mundo inteiro esperando por um simples passo teu.
Só que tu escolheste o contrário: preferiste a muralha ao abraço, o silêncio ao pedido de desculpas, a distância ao risco de sentir. E eu, que acreditava tanto no nosso encontro, precisei aprender que amor nenhum sobrevive quando apenas um tenta voltar.
Hoje eu já entendo.
Não foi falta de sentimento; foi excesso de orgulho.
Tu te perdeste de mim quando achou que vencer era não ceder, quando acreditou que admitir saudade te tornaria menor. E assim, aos poucos, tu foste ficando tão distante que até a esperança cansou de te esperar.
Ainda guardo ternura, mas deixei de aguardar milagres.
Porque quem realmente sente… volta.
Quem realmente ama… tenta.
E tu, com esse orgulho tão alto, não viste que o tempo te levou para longe demais.
Então eu sigo.
Com um coração que ainda dói um pouco, mas que finalmente entende que a espera só vale a pena quando é de duas almas; não de uma só..”
❤️🩹📝
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