Vivemos um tempo perigoso. Um tempo em que a mentira ganhou palco, a ignorância virou estratégia e a desinformação passou a ser defendida como se fosse opinião.
Não, não é sobre “lado”. É sobre humanidade. Sobre empatia. Sobre compromisso com a verdade.
Apoiar programas sociais não deveria ser motivo de ataque. Defender inclusão não deveria incomodar. Lutar para que pessoas tenham dignidade, comida, acesso, oportunidade e respeito nunca será sinônimo de fraqueza — é sinal de evolução humana.
O problema é que estamos vendo crescer uma verdadeira facção da mentira: pessoas que combatem ciência, distorcem fatos, espalham ódio e transformam manipulação em influência. E o mais assustador não é só a mentira existir. É ver tanta gente escolhendo acreditar nela porque pensar dá trabalho.
Estamos normalizando a falta de cognição. A superficialidade. A crueldade disfarçada de sinceridade. O egoísmo vendido como força.
Mas eu me recuso a aceitar isso como normal.
Continuarei defendendo aquilo em que acredito: ajuda humanitária, inclusão, respeito às diferenças, responsabilidade social e informação verdadeira. Porque consciência social não é militância vazia. É caráter.
Não existe liberdade quando a mentira escraviza a mente das pessoas. Não existe evolução quando o ódio vira projeto político. E não existe futuro saudável em uma sociedade que desaprendeu a pensar.
Ainda acredito no diálogo, na educação, na empatia e na inteligência coletiva. Mas também acredito que chegou a hora de parar de romantizar a ignorância.
A verdade não deveria precisar gritar tanto para sobreviver.
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