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sábado, 8 de agosto de 2026

ALMA

 Tem dia que você precisa pregar para a sua própria alma. Salmos 42 me chama atenção porque o salmista não está falando de uma dor pequena. Ele chora, sente saudade de dias melhores, está abatido e ainda escuta pessoas perguntando: “Onde está o teu Deus?”. Mas chega um momento em que ele para de apenas ouvir tudo o que a tristeza estava dizendo e começa a falar com ele mesmo: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei.” Percebe? A circunstância não tinha mudado. A resposta ainda não tinha chegado. Mas ele decidiu que sua dor não teria o direito de definir quem Deus era. É disso que estou falando quando digo: pregue para a sua alma. Há dias em que você precisa lembrar a si mesmo quem Deus é, lembrar do que Ele já fez, lembrar que silêncio não significa abandono e que um capítulo difícil não é o fim da história. Nem tudo o que você sente é uma verdade sobre o seu futuro. Nem tudo o que seus olhos estão vendo agora é tudo o que Deus está fazendo. Você pode estar abatido e ainda ter fé. Pode chorar e continuar confiando. Pode não entender nada e ainda dizer: “Espera em Deus”. E eu amo uma palavra desse Salmo: AINDA. “Ainda o louvarei.” É como se ele dissesse: minha história não termina no lugar onde estou agora. Então, quando a sua alma começar a dizer que acabou, pregue para ela. Quando o medo disser que Deus esqueceu de você, pregue para ela. Quando o silêncio parecer abandono, pregue para ela. Lembre-a de quem Deus sempre foi. Talvez hoje você não consiga mudar aquilo que está acontecendo ao seu redor, mas pode decidir qual voz terá a última palavra dentro de você. Alma, espera em Deus. Eu AINDA O LOUVAREI.


Salmos 42:1-5, 8-11

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