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sábado, 8 de agosto de 2026

CEBOLA

 Eu gosto da metáfora do cristão cebola. Porque tem gente que você só conhece depois que as camadas começam a cair. De longe parece uma coisa. De perto, outra. Na frente de algumas pessoas é amor, humildade, espiritualidade e palavras bonitas; longe delas, aparecem comentários, inveja, competição, mentira, manipulação e um caráter que não combina com aquilo que se apresenta. E o mais perigoso é quando a pessoa aprende a administrar tão bem suas camadas que começa a acreditar no próprio personagem. Sabe quando sorrir, sabe para quem sorrir, sabe o que falar, sabe até usar a Bíblia, mas não permite que Deus toque naquilo que realmente precisa mudar. Foi justamente esse tipo de religiosidade que Jesus confrontou nos fariseus: por fora pareciam justos, mas Ele disse que por dentro estavam cheios de hipocrisia e iniquidade (Mateus 23:27-28). E aqui está a parte que deveria nos dar temor: você pode esconder uma camada de mim, eu posso esconder uma camada de você, mas ninguém esconde uma camada de Deus. Ele conhece a conversa que ninguém ouviu, a intenção que ninguém percebeu, o sentimento que você disfarçou e aquilo que você fez quando não havia ninguém olhando. Por isso, antes de usar esse texto para identificar a “cebola” dos outros, use-o como espelho. Senhor, descasca de mim tudo aquilo que não combina contigo. Tire a aparência, o personagem, a duplicidade e aquilo que aprendi a esconder. Porque eu prefiro a dor de ser tratado por Deus à vergonha de passar uma vida inteira parecendo aquilo que nunca me tornei. O homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração. 1 Samuel 16:7.

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