A fé cristã não é a promessa de uma existência sem lágrimas, crises ou dias difíceis. É a certeza de que, em Cristo, nem mesmo o sofrimento está fora do governo soberano de Deus.
A Escritura não apresenta o homem como alguém capaz de reconstruir a si mesmo por sua própria força. Somos criaturas dependentes da graça. Por isso, quando nossas forças acabam, descobrimos uma verdade que o orgulho frequentemente tenta esconder: nunca fomos suficientes em nós mesmos.
Paulo ouviu do Senhor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). A graça não é apenas aquilo que nos salva no início da caminhada; é aquilo que nos sustenta até o fim. O Deus que nos justifica também nos santifica, nos preserva e nos conduz.
Há sofrimentos que Deus não remove imediatamente porque, em sua providência, Ele está realizando algo maior do que o nosso conforto momentâneo. Romanos 8:28 não significa que tudo o que acontece seja bom em si mesmo, mas que Deus, em sua soberania, faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam e foram chamados segundo o seu propósito.
Portanto, sua identidade não precisa ser definida pelos seus traumas. Você não é aquilo que sofreu. Se está em Cristo, sua identidade está naquele que morreu e ressuscitou por você. Seu passado não é seu senhor. Sua dor não é seu salvador. Seus sentimentos não são sua autoridade final.
Cristo é.
E porque Cristo reina, até os dias mais difíceis estão debaixo da providência daquele que jamais perde o controle. A cruz nos lembra que Deus pode transformar aquilo que parece derrota em instrumento de redenção.
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28).
Descanse nisso: a sua esperança não está na capacidade de permanecer forte, mas na fidelidade de Deus em sustentá-lo. Aquele que o chamou é fiel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário