1 Crônicas 7.24
Há famílias que carregam sobrenomes, mas não carregam legado. Efraim conheceu essa dor. Seus filhos desceram até Gate para tomar o gado dos homens daquela terra e foram mortos. A tragédia foi tão profunda que Efraim chorou por muitos dias, e seus parentes vieram consolá-lo.
Mas a história não termina no choro. No meio daquela família aparece uma mulher chamada Seerá. Seu nome carrega a ideia de sobrevivente, aquela que restou.
E aqui está uma das cenas mais impressionantes do texto. Enquanto alguns filhos ficaram conhecidos pelaquilo que tomaram, Seerá ficou conhecida por aquilo que construiu.
A Bíblia diz que ela edificou Bet-Horom de cima, Bet-Horom de baixo e Uzém-Seerá. Eles tentaram tomar rebanhos. Ela construiu cidades. Eles deixaram uma ferida na memória do pai. Ela deixou um patrimônio na memória das gerações.
Isso é mais do que uma história sobre uma mulher. É uma revelação sobre escolhas. Você não controla a família de onde veio, mas pode decidir o que vai sair de você.
Ela poderia ser conhecida apenas como a irmã dos que morreram. Mas decidiu que sua história não seria definida pela tragédia dos outros.
Seerá não apagou o passado. Ela construiu depois dele.
E talvez essa seja uma das maiores maturidades da vida. Não permitir que aquilo que feriu sua família determine aquilo que você edificará. Há filhos que recebem uma herança e a dilapidam. Há outros que recebem ruínas e levantam cidades.
Seerá não aparece falando muito. Ela aparece construindo.
Se você foi a que sobreviveu, sobreviva para construir.
Não termine sua história apenas sendo aquela que escapou.
Seerá sobreviveu, mas não parou na sobrevivência. Ela edificou.
Enquanto outros deixam cicatrizes, você pode deixar cidades.
Enquanto outros interrompem histórias, você pode iniciar gerações.
Você não precisa repetir o legado que recebeu. Pode começar um novo.
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