Tem dias em que você não quer ser forte. Só queria que alguém percebesse que por trás daquele “está tudo bem” existe uma alma cansada de sobreviver a coisas que ninguém viu. Ninguém viu você fechando a porta e chorando baixinho. Ninguém ouviu aquela oração que nem teve palavras. Ninguém sabe quantas vezes você pediu ao Senhor Jesus apenas força para chegar ao outro dia.
Há dores que não deixam marcas no corpo, mas mudam tudo por dentro. Você perdeu pessoas, descobriu verdades que gostaria de nunca ter descoberto, foi ferido justamente onde mais confiava e precisou continuar sem receber muitas das respostas que esperava.
E mesmo assim você continuou.
Talvez chorando. Talvez sem entender. Talvez por um fio. Mas continuou.
Deus viu cada lágrima. Viu quando você estava no limite. Viu quando você não conseguiu mais dizer “eu confio” e apenas sussurrou “me ajuda”. E aquilo também foi oração.
Você não precisa fingir que não doeu. Doeu. Só não entregue àquilo que te feriu o direito de decidir quem você será daqui para frente.
Talvez você ache que sobreviveu porque foi forte. Mas não foi só isso. Quando suas forças terminaram, Deus não terminou. Quando você soltou as mãos, Ele não soltou você.
E talvez um dia você entenda que aquelas noites não foram vencidas porque você conseguiu permanecer de pé. Foram vencidas porque, quando você já não conseguia mais caminhar, Deus te carregou.
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.” 2 Coríntios 4:8
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