Nem toda pregação que te deixa confortável veio para te transformar.
A Palavra de Deus consola, sim.
Mas também confronta. Corrige. Expõe. Quebra argumentos. Coloca o nosso ego diante do espelho.
E esse é justamente o problema de uma geração que começou a confundir pregação boa com pregação agradável.
Queremos ouvir sobre promessa, mas não sobre renúncia.
Sobre graça, mas não sobre arrependimento.
Sobre propósito, mas não sobre santidade.
Sobre portas abertas, mas não sobre a porta estreita.
Só que Jesus nunca moldou a verdade para manter a multidão por perto.
Quando precisava confrontar, Ele confrontava.
Quando muitos foram embora, Ele não mudou a mensagem para recuperá-los.
Paulo também entendeu isso:
“Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.”
Gálatas 1:10
O púlpito não existe para massagear o ego de quem ouve.
Existe para anunciar fielmente a Palavra de Deus.
Mas existe uma diferença importante: confrontar não é humilhar. Ferir o ego não significa ferir pessoas por prazer.
A verdade bíblica corta como bisturi, não como faca na mão de alguém com raiva.
Ela revela a doença para apresentar a cura.
Mostra o pecado para apontar para Cristo.
Produz arrependimento para conduzir à graça.
Se uma mensagem só agrada, desconfie.
Mas se ela só machuca e nunca apresenta Cristo, desconfie também.
A verdadeira pregação não termina na ferida.
Ela leva o pecador até a graça.
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