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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

DOUTRINA

 Esse assunto que quero comentar aqui , e um assunto que precisa ser tratado com muito temor diante do Senhor, pois tem trazido problemas entre irmãos. Há muitos perigos , o perigo do sectarismo, quando a comunhão passa a ser definida por grupos, nomes ou linhas humanas, e há também o perigo de uma comunhão sem santidade, quando se ignora aquilo que a Palavra de Deus ordena julgar e evitar.


Não devemos medir os irmãos por nomes, grupos ou referências humanas. A comunhão cristã não é baseada em uma corrente, em uma localidade ou em um círculo específico, mas no Pai e em seu Filho Jesus Cristo. Todo verdadeiro crente é nosso irmão e deve ser reconhecido e amado como tal.


Ao mesmo tempo, é necessário distinguir entre reconhecer alguém como irmão e participar com essa pessoa de uma comunhão prática, especialmente à mesa do Senhor. A comunhão bíblica não é apenas cordialidade ou amizade; ela envolve participação e identificação.


Em 1 Coríntios 10:16-21, a comunhão é apresentada como participação. 

Por isso, não podemos participar da mesa do Senhor e, ao mesmo tempo, estar associados conscientemente àquilo que desonra o Senhor. Em 1 Coríntios 5, vemos que o problema não era apenas doutrinário, mas envolvia pecado moral não julgado. 

Em 2 João 9-11, encontramos uma advertência relacionada à doutrina de Cristo. 

Romanos 16:17 fala daqueles que causam divisões e escândalos contra a doutrina recebida. Tito 3:10 trata do homem faccioso, e 2 Timóteo 2:19-22 mostra a necessidade de apartar-se da iniquidade e purificar-se daquilo que é para desonra.


Assim, o limite da comunhão não está somente na negação dos fundamentos da fé cristã, embora isso seja gravíssimo. 

A Palavra também nos orienta diante do mal moral tolerado, da falsa doutrina, do espírito faccioso, da divisão e da associação consciente com aquilo que desonra o Senhor.


Também precisamos ter cuidado para não tratar como simples diferença de opinião atitudes que produzem divisão, rejeição dos irmãos, palavras maliciosas ou busca de primazia. 

Quando essas coisas aparecem, não devem ser ignoradas, mas tratadas com verdade, humildade e responsabilidade espiritual.


Portanto, não é correto dizer: “se não pertence ao nosso grupo, não podemos ter comunhão”. 

Isso seria sectarismo. 

Mas também não é bíblico afirmar que, se alguém não nega os fundamentos da fé, podemos ter comunhão plena com essa pessoa em qualquer situação, sem considerar sua conduta, seus ensinos ou suas associações.


A pergunta não deve ser: “Essa pessoa pertence ao nosso grupo?” 

A pergunta deve ser: “Essa comunhão expressa fidelidade ao Senhor, à verdade de Cristo, à santidade da casa de Deus e à unidade do corpo?” 

Se houver mal conhecido e não julgado, doutrina que comprometa a verdade de Cristo, espírito de divisão ou associação com aquilo que a Palavra manda evitar, não é falta de amor recusar uma comunhão prática; pode ser uma atitude de fidelidade ao Senhor.


Devemos amar todos os santos, reconhecer todo verdadeiro irmão e rejeitar qualquer espírito partidário. 

Porém, também não podemos chamar de comunhão aquilo que a Palavra apresenta como participação com o mal. 

O equilíbrio bíblico é manter a unidade sem abrir mão da verdade e preservar a santidade sem transformar a comunhão cristã em uma questão de grupos ou nomes.



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