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domingo, 6 de setembro de 2026

HIMENEU

 Tem encontros que parecem resposta, mas são apenas duas dores se reconhecendo.

Paulo cita Himeneu e Alexandre porque os dois chegaram a um ponto perigoso: deixaram de guardar a fé e a boa consciência. E isso me chama atenção porque ninguém naufraga de uma hora para outra. Primeiro a pessoa começa a justificar o que antes a incomodava. Depois para de ouvir quem tenta corrigi-la. E, quando percebe, já encontrou alguém que pensa igual, sente igual e confirma exatamente aquilo que ela queria acreditar.

É aí que mora o perigo.

Nem toda pessoa que chega perto quando você está ferido veio para te curar. Algumas apenas dão voz àquilo que você deveria levar para Deus. Em vez de dizer: “volta, conserta, ora, perdoa, coloca a casa em ordem”, ela diz: “eu também penso assim”. E pronto. A ferida ganhou companhia.

Mas companhia não é cura.

Himeneu aparece depois sendo citado novamente porque aquilo que começou dentro dele já estava atingindo a fé de outros. Isso é sério. Tem coisa que começa como dor pessoal e termina virando influência sobre muita gente. O coração não tratado procura aliados. A mágoa não curada procura concordância. E quando duas pessoas feridas começam a alimentar uma à outra, elas podem chamar de propósito aquilo que nasceu apenas de uma ferida.

Por isso eu aprendi uma coisa: antes de olhar para quem está ao seu lado, olhe para onde essa pessoa está te levando.

Está te levando de volta para Deus? Para o altar? Para a sua família? Para a verdade? Para a boa consciência? Ou está alimentando aquilo que Deus já estava tentando arrancar de você?

Nem toda união vem do Senhor. Algumas só acontecem porque duas pessoas encontraram uma na outra a confirmação que queriam.

E quando Deus quer curar, Ele não alimenta a ferida. Ele toca nela.

“Conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé. Entre esses se contam Himeneu e Alexandre…”

1 Timóteo 1:19-20


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