ÊXODO 25.38. E as espevitadeiras e os seus apagadores serão de ouro puro.
No tabernáculo, havia uma ferramenta que quase ninguém observa quando lê a descrição do culto. A espevitadeira.
Ela não colocava azeite no castiçal. Não produzia o fogo. Não acendia a chama. Sua função era outra. Aparar o pavio.
O pavio queimava, mas não podia permanecer queimado.
Com o tempo, a parte consumida precisava ser removida. Caso contrário, começava a produzir fumaça, fuligem e uma chama de baixa qualidade. A lâmpada continuava acesa, mas já não iluminava como deveria.
E aqui existe uma verdade desconfortável.
Nem todo fogo aceso é um fogo saudável.
É possível continuar queimando e, ainda assim, começar a produzir fumaça. É possível manter a aparência de espiritualidade enquanto aquilo que deveria iluminar começa a incomodar.
Por isso, Deus não cuidava apenas da quantidade de azeite. Havia também manutenção.
O sacerdote precisava olhar para a chama e perceber quando alguma coisa precisava ser retirada.
Talvez o maior problema de algumas pessoas não seja a falta de fogo. É o excesso de coisas queimadas que elas insistem em carregar.
Experiências antigas. Feridas antigas. Métodos que funcionaram. Títulos que já tiveram significado. Conquistas que já passaram. Pessoas que já foram importantes. Até mesmo versões de nós mesmos que Deus já não está pedindo para sustentar.
O problema é que aquilo que um dia foi combustível pode se transformar em borra.
E o que deveria iluminar começa a produzir fumaça.
Existe uma maturidade espiritual que entende que nem tudo precisa ser preservado só porque um dia foi usado por Deus.
O sacerdote precisava aparar o pavio para que a chama continuasse com qualidade.
Há coisas que Deus não quer reacender. Ele quer remover.
Porque avançar com Deus também exige saber o que precisa ser cortado.
Você não precisa apagar a chama para começar de novo. Precisa apenas permitir que Deus retire aquilo que já queimou.
Deixe o espevitador trabalhar.
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