🔥 QUANDO O PRECONCEITO SE MASCARA DE DISCERNIMENTO
Há pessoas que dizem ter discernimento espiritual, mas aquilo que possuem é apenas uma coleção de preconceitos religiosos. Esta afirmação pode incomodar, mas precisamos falar sobre isso. A Bíblia apresenta o discernimento de espíritos como um dos dons espirituais em 1 Coríntios 12:8-10, e este dom é particularmente necessário nos nossos dias, porque fomos advertidos sobre falsos cristos, falsos profetas e espíritos enganadores.
📖 A Bíblia nos advertiu que o diabo procuraria enganar muitas pessoas. O problema é que o medo de sermos enganados levou alguns cristãos a criar os seus próprios métodos para identificar aquilo que vem de Deus. Em vez de dependerem do Espírito Santo e das Escrituras, passaram a estabelecer critérios pessoais e religiosos, transformando preferências, experiências e opiniões em regras para determinar quem é verdadeiro e quem é falso.
É aqui que precisamos ter cuidado. Nem tudo aquilo que você rejeita veio do diabo, assim como nem tudo aquilo que você aceita veio de Deus. Algumas pessoas chamam de discernimento aquilo que é apenas antipatia. Outras chamam de discernimento aquilo que ouviram numa fofoca ou aquilo que aprenderam dentro do seu grupo religioso. Há ainda quem chame de discernimento aquilo que simplesmente não consegue compreender.
👀 Basta verem um profeta jovem para concluírem que ele é imaturo ou falso. Basta verem alguém sendo usado por Deus na cura para imediatamente chamá-lo de feiticeiro. Basta um pastor falar sobre dinheiro para ser chamado de ladrão. Basta alguém ter uma maneira diferente de pregar para ser acusado de estar enganando o povo. Em alguns casos, basta encontrarem um erro cometido por um ministro para decretarem que todo o seu ministério é uma fraude.
Isso é discernimento? Nem sempre. Muitas vezes, é apenas preconceito usando o nome do Espírito Santo.
📖 É verdade que a Bíblia fala sobre falsos profetas. Jesus e os apóstolos nos advertiram seriamente sobre eles. Mas a mesma Bíblia também fala de profetas verdadeiros, homens e mulheres usados por Deus. O problema é que algumas pessoas ficaram tão preocupadas em encontrar falsos profetas que já não conseguem reconhecer aqueles que Deus realmente enviou.
Alguns transformaram a suspeita numa virtude. Desconfiam de todos, questionam todos, acusam todos e depois apresentam essa atitude como prova de maturidade espiritual. Mas desconfiança não é necessariamente discernimento. Uma pessoa pode desconfiar de alguém durante anos e ainda assim estar completamente errada sobre ela.
Jesus disse: "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça." João 7:24. Isso significa que o cristão não deve ser governado pela aparência, pela primeira impressão, por rumores ou pelas suas preferências pessoais. Discernimento espiritual exige uma percepção que vai além daquilo que os olhos naturais conseguem observar.
🔎 Discernir é perceber aquilo que está por trás de determinadas palavras, comportamentos e manifestações. É reconhecer quando uma influência espiritual está conduzindo alguém ao erro enquanto apresenta o erro como se fosse verdade. É olhar além das máscaras, não porque alguém nos contou uma história sobre determinada pessoa, mas porque o Espírito Santo trouxe luz sobre aquilo que estava oculto.
E aqui está uma das partes mais sérias deste assunto: podemos chamar de falso alguém que Deus enviou e podemos chamar de homem de Deus alguém que Deus nunca enviou. Há feiticeiros sendo chamados de homens de Deus e há homens de Deus sendo chamados de feiticeiros. Por isso, precisamos muito mais do que opiniões pessoais para fazer julgamentos espirituais.
⚠️ Nem sempre aquele que faz mais boas obras, sorri mais, ajuda mais, prega mais ou realiza mais milagres é necessariamente enviado por Deus. Os sinais, por si mesmos, não são suficientes para provar a aprovação divina de alguém. Ao mesmo tempo, um homem de Deus pode ser imperfeito, cometer erros e possuir limitações sem que isso signifique automaticamente que todo o seu ministério seja falso.
O verdadeiro discernimento não consiste em procurar defeitos nas pessoas para justificar uma acusação que já decidimos fazer. Consiste em reconhecer aquilo que Deus está revelando. Discernimento não é encontrar motivos para condenar alguém. É receber luz para compreender aquilo que realmente está acontecendo.
Por isso, antes de apontar o dedo e dizer "é falso", pergunte a si mesmo: o que exatamente Deus me revelou? Porque existe uma diferença enorme entre dizer "eu não gosto dele" e dizer "o Espírito Santo me mostrou algo". Uma coisa pode ser uma preferência pessoal. A outra exige responsabilidade espiritual e deve estar em harmonia com a Palavra de Deus.
🔥 Não transforme desconfiança em discernimento. Não transforme preferência pessoal em doutrina. Não transforme preconceito em revelação.
Busque o Espírito Santo. Conheça as Escrituras. Examine os frutos. Tenha prudência, mas não permita que o medo de ser enganado transforme você numa pessoa incapaz de reconhecer aquilo que Deus está fazendo.
Cuidado para não chamar de revelação aquilo que nasceu apenas da sua opinião.
Discernimento vê aquilo que Deus revela. Preconceito vê aquilo que a mente humana já decidiu.
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