Tem fase em que você ora e parece que a oração bate no teto.
Você abre a Bíblia e nada “salta”.
Canta, mas não arrepia.
Vai ao culto, mas sai do mesmo jeito que entrou.
E aí começa a acusação:
“Você esfriou.”
“Perdeu a fé.”
“Deus se afastou.”
Só que a Bíblia mostra algo diferente.
João Batista estava preso quando mandou perguntar a Jesus:
“És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”
Mateus 11:3
O mesmo João que anunciou Cristo.
O mesmo João que o batizou.
O mesmo João sobre quem Jesus disse que, entre os nascidos de mulher, ninguém havia surgido maior.
E ainda assim atravessou um momento de pergunta.
E Jesus não o humilhou.
Mandou evidências de volta.
Porque fé não é viver anestesiado de certeza emocional.
Fé é saber para onde levar a dúvida quando ela chega.
Tomé também duvidou.
Mas continuou perto.
E é aí que muita gente erra: quando não sente, some.
Para de orar.
Para de congregar.
Fecha a Bíblia.
Se isola.
Não faça da ausência de sensação uma autorização para abandonar o caminho.
Sentimento é passageiro.
Cristo continua sendo Senhor quando você sente muito, pouco ou nada.
Continue indo.
Continue abrindo.
Continue orando.
Às vezes, a fé mais madura da sua vida vai parecer exatamente isso: continuar caminhando sem sentir vontade de caminhar.
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