Nem toda traição começa com um beijo.
Às vezes, começa com uma conversa que ficou íntima demais. Com uma mensagem que precisou ser apagada. Com uma brincadeira que ultrapassou o limite. Com alguém ocupando, aos poucos, um espaço emocional que deveria ser protegido dentro do casamento.
E aqui existe uma verdade que precisa ser dita: não adianta colocar toda a culpa na mulher que se aproxima e esquecer de olhar para quem assumiu um compromisso.
Quem é casado precisa saber dizer “não”.
Precisa saber interromper intimidades inadequadas.
Precisa entender que transparência não é controle e limite não é prisão.
Ao mesmo tempo, também não é saudável transformar qualquer amizade, curtida ou conversa em ameaça. Nem todo desconforto é prova. Nem toda aproximação é sedução.
O que revela muita coisa é o padrão: segredo, exclusividade, flerte, competição, conversas escondidas e resistência quando o cônjuge tenta falar sobre o assunto.
Relacionamento seguro não é aquele em que ninguém olha para o seu marido ou para a sua esposa. É aquele em que, mesmo quando alguém tenta atravessar a linha, encontra uma pessoa comprometida do outro lado.
E eu quero saber de você: para você, qual é o limite que uma pessoa casada nunca deveria ultrapassar com alguém de fora?
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