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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SONHOS

 Urge transformar palavras, ações e sonhos em aríetes que arrombam as portas do ódio, do conformismo e do desdém. 


Urge lembrar que as mãos que chicoteiam as costas de quem já sofre não merecem afago.


Urge denunciar que há um grupo economicamente satisfeito que jamais provocará mudança alguma, esses foram embalsamados em seus confortos.


Urge dizer que o vinco de ódio que marca o canto da boca do fundamentalista, conservador, reacionário, é ruga a ser evitada.


Urge dispersar o redemoinho de intolerância que rodopia nas ideias aparentemente piedosas dos religiosos moralistas que tentam transformar o insignificante em coisa importante, enquanto dão de ombros ao essencial.


Urge avisar que os que inflamam com palavras e tentam resfriar com pieguismo só criam mais resistência em quem estava cismado com religião.


Vivemos a epifania da morte, o êxtase da demagogia e o zênite da milicialização criminosa. 


O Brasil mastiga um ar viscoso, bebe uma água pesada e convive com os porões do inferno escancarados.


Fumigadores foram desmontados e os insetos pestilentos do fascismo se multiplicaram diante de nossos olhos. 


Urge, portanto, acender luzes vermelhas e avisar do perigo iminente de vivermos uma distopia inédita.


E

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