Nós já falamos de Eúde, mas eu precisei voltar. Porque existe um detalhe nessa história que muda tudo. Israel estava havia dezoito anos debaixo do domínio de Moabe, e Eúde foi escolhido para levar o tributo ao rei Eglom. Antes de aparecer como libertador, ele entrou naquele palácio carregando nas mãos aquilo que representava a humilhação do seu povo. Mas escondida junto ao corpo havia uma espada. Eúde era canhoto. Parece um detalhe pequeno, mas foi justamente isso que tornou possível carregar a arma no lado inesperado. Aquilo que poderia parecer diferente demais virou parte da estratégia de Deus.
Depois de entregar o tributo, ele foi embora. Poderia ter voltado para casa e dito: “minha parte acabou”. Mas, em Gilgal, Eúde voltou sozinho. Essa parte mexe comigo. Às vezes todo mundo vai embora, mas Deus ainda está dizendo para você voltar porque a história não terminou. Eúde voltou para o mesmo lugar onde havia entrado como alguém submetido e saiu dali como o começo da libertação de uma nação. Depois tocou a trombeta, Israel o seguiu, Moabe foi derrotado e a terra teve oitenta anos de descanso.
Olha que coisa linda: dezoito anos de opressão e oitenta anos de descanso. Talvez hoje você esteja sentindo apenas o peso daquilo que carrega e ainda não consiga enxergar o que Deus está preparando. Mas não conclua sua história cedo demais. Eúde entrou levando tributo, voltou sozinho e saiu carregando o começo da liberdade de um povo. Às vezes, aquilo que hoje parece humilhação ainda será lembrado como o lugar onde Deus começou a mudar toda a sua história.
“E o Senhor lhes levantou um libertador, Eúde.” Juízes 3:15
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