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sábado, 26 de setembro de 2026

JOIO

 O joio pode crescer no mesmo campo que o trigo, receber a mesma chuva, sentir o mesmo sol e, por um tempo, até parecer com ele. Mas aparência nunca mudou natureza. E é aqui que essa parábola toca a nossa vida: tem gente que parece firme, fala como quem crê, anda entre pessoas de fé, mas por dentro se curva a qualquer voz. Alguém fala e já muda de opinião. Alguém planta uma dúvida e ela já cresce. Alguém traz uma maldade e encontra espaço. O mal sussurra e, em vez de fechar a porta, a pessoa senta para conversar. O problema não é ouvir uma voz errada, o problema é dar morada ao que deveria ser rejeitado. Quem não trata o interior vive sendo levado por aquilo que escuta, porque não criou raiz para discernir o que vem de Deus e o que veio apenas para contaminar. O trigo pode estar no mesmo campo que o joio sem se tornar joio, porque natureza não se pega por convivência. E talvez seja por isso que tanta gente precise entender que não basta parecer transformado. Não basta mudar o vocabulário, o lugar que frequenta ou a aparência por fora. Jesus foi direto: “Necessário vos é nascer de novo.” Porque quando o interior nasce de novo, nem toda voz encontra lugar, nem toda conversa ganha espaço, nem toda maldade consegue criar raiz.

No fim, você pode enganar os olhos de quem olha para o campo, mas não pode enganar a colheita. Porque é na colheita que a aparência perde a força e a natureza se revela. Não importa o quanto você se pareceu com trigo por fora. A pergunta é: o que nasceu dentro de você foi capaz de produzir fruto? O campo pode confundir os olhos dos homens, mas a colheita nunca confunde Deus.


Mateus 13:24-30 | João 3:7



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