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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

BONDADE

 A vida humana, com suas pressões, injustiças, conflitos, disputas e decepções, pode despertar em nós um espírito competitivo, defensivo e endurecido. Muitas vezes, somos tentados a responder no mesmo tom, devolver a ofensa, cobrar cada dívida emocional e tratar o outro apenas conforme aquilo que ele fez conosco. Aos poucos, o coração vai se acostumando à dureza.

A Palavra, porém, nos ensina outro caminho. Paulo escreve: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” (Cl 3:12). Hoje, refletimos sobre a necessidade de vestirmos diariamente a roupa da bondade.

A palavra “bondade”, usada pelo apóstolo Paulo, vem do grego chrestotes, e comunica a ideia de bondade oferecida a outro, benignidade, disposição generosa e benevolente para com o próximo. Não é apenas um sentimento interior, mas uma forma concreta de tratar as pessoas.

Bondade é não responder ao mal com o mal. É não dar o troco na mesma moeda. É não permitir que a dureza do outro determine a dureza do nosso coração. É agir com graça, mesmo quando a carne deseja reagir com aspereza. É procurar o bem do outro, falar com cuidado, ajudar quando possível, perdoar quando necessário e tratar pessoas difíceis sem perder a semelhança com Cristo.

É importante ressaltar que ser bondoso não é o mesmo que ser tolo, facilmente enganado ou incapaz de discernir a maldade e a esperteza alheia. Bondade não é ingenuidade, nem ausência de limites, nem permissão para abusos. A bondade cristã caminha com sabedoria, verdade e santidade. Ela não chama o mal de bem, mas também não permite que o mal governe suas respostas.

Encontramos em Cristo o perfeito exemplo de bondade. A Palavra diz que Ele “andou por toda parte, fazendo o bem” (At 10:38). Mesmo diante de oposição, rejeição e sofrimento, Jesus permaneceu cheio de graça, verdade e amor.

Assim, você e eu somos chamados pelo Senhor, em Cristo Jesus, a vestir a roupa da bondade. Bondade perante os amigos. Bondade perante os inimigos e opositores. Bondade quando somos contrariados. Bondade quando ninguém agradece. Bondade quando seria mais fácil deixar alguém de lado.

Oremos hoje, pedindo ao Senhor que abra os nossos olhos para enxergarmos, com clareza e sensibilidade, as oportunidades que Ele coloca diante de nós para exercermos a bondade. Que não passemos apressados diante da dor, da necessidade ou da fragilidade do próximo. A bondade se torna um tesouro precioso quando, movidos pelo amor de Cristo, colocamos o bem do outro acima da nossa conveniência e servimos com humildade, alegria e gratidão.

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