Judas não viu apenas um homem diante de si; viu um valor que poderia ser convertido em moedas. Jesus, porém, não estava à venda. O preço da traição revelou o que já habitava no coração do traidor.
“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
Mateus 6:21
A tragédia de Judas não começou quando as moedas tocaram suas mãos, mas quando o coração deixou de considerar Cristo como o seu maior tesouro. As trinta moedas apenas tornaram visível uma idolatria que já havia sido cultivada no interior.
A Escritura nos confronta porque é possível estar perto de Jesus sem amá-lo verdadeiramente; caminhar entre os discípulos sem pertencer de fato a Cristo; conhecer suas palavras e, ainda assim, desejar mais aquilo que Ele pode nos dar do que o próprio Cristo.
O evangelho, entretanto, apresenta uma realidade ainda mais profunda: Jesus não é valioso porque alguém reconhece o seu valor. Ele é infinitamente precioso em si mesmo. Ele é o Filho eterno de Deus, o Cordeiro sem pecado, aquele que voluntariamente se entregou para salvar pecadores.
Judas vendeu Jesus por prata; Cristo entregou-se por pecadores. Judas calculou o preço de Cristo; Cristo pagou o preço do nosso pecado.
Por isso, a pergunta não é apenas: “Quanto vale Jesus para você?” A pergunta mais profunda é: “O que o seu coração considera digno de ocupar o lugar que pertence somente a Cristo?”
Que Deus nos livre de uma fé que fala sobre Jesus, caminha ao redor de Jesus, mas ama mais as moedas do que o Salvador.
“Senhor, toma o meu coração. Que nada seja mais precioso para mim do que a tua presença, a tua glória e o teu próprio Filho.”
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