Tenho pensado bastante sobre a finitude. É uma temática que me faz refletir e avaliar o modo como estou vivendo. Sei que esse sentimento habita muitos corações. Ao invés de angústia, que possamos buscar na espiritualidade as respostas das questões existenciais. Mas é comum viver como se o sentido estivesse em juntar cada vez mais: bens, conquistas, títulos, reconhecimento. Mas basta olhar para a finitude da vida para perceber que nada disso pode ser carregado para além do tempo. O que realmente permanece é o rastro de amor, de bondade e de generosidade que espalhamos no caminho. Cada gesto de cuidado que tivemos, cada palavra que levantou alguém, cada abraço que confortou, tudo isso se torna eternidade. O acúmulo nos dá sensação momentânea de segurança, mas é o que partilhamos que nos garante legado. Espalhar não significa fazer grandes feitos, mas viver de modo que cada encontro seja marcado pela leveza do bem. A vida se torna significativa quando entendemos que nossa missão é irradiar, e não apenas acumular. O que guardamos para nós se perde, mas o que doamos frutifica em outros corações. A bondade, quando espalhada, multiplica-se sem medida. É como uma chama que acende outra sem perder sua própria luz. O tempo é mestre em mostrar que a verdadeira riqueza é invisível, porque não se mede em números, mas em memórias de afeto. Ao final, ninguém lembrará quanto juntamos, mas sim o quanto fizemos diferença no olhar de alguém. É essa herança de bem que nos acompanha para além da vida, porque aquilo que espalhamos é parte de nós e permanece nos que seguem. Cada dia é uma oportunidade de escolher que sementes queremos deixar no mundo. Se espalharmos dureza, será dureza o que ficará. Se espalharmos amor, será amor que florescerá depois de nós. A existência se enriquece quando deixamos de ser apenas colecionadores e passamos a ser semeadores. No fim, tudo o que levamos é o que oferecemos com sinceridade. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!
Frei Jaime Bettega
Capuchinhos/RSNo fim, você não vai levar o que juntou. Você leva). Tenho pensado bastante sobre a finitude. É uma temática que me faz refletir e avaliar o modo como estou vivendo. Sei que esse sentimento habita muitos corações. Ao invés de angústia, que possamos buscar na espiritualidade as respostas das questões existenciais. Mas é comum viver como se o sentido estivesse em juntar cada vez mais: bens, conquistas, títulos, reconhecimento. Mas basta olhar para a finitude da vida para perceber que nada disso pode ser carregado para além do tempo. O que realmente permanece é o rastro de amor, de bondade e de generosidade que espalhamos no caminho. Cada gesto de cuidado que tivemos, cada palavra que levantou alguém, cada abraço que confortou, tudo isso se torna eternidade. O acúmulo nos dá sensação momentânea de segurança, mas é o que partilhamos que nos garante legado. Espalhar não significa fazer grandes feitos, mas viver de modo que cada encontro seja marcado pela leveza do bem. A vida se torna significativa quando entendemos que nossa missão é irradiar, e não apenas acumular. O que guardamos para nós se perde, mas o que doamos frutifica em outros corações. A bondade, quando espalhada, multiplica-se sem medida. É como uma chama que acende outra sem perder sua própria luz. O tempo é mestre em mostrar que a verdadeira riqueza é invisível, porque não se mede em números, mas em memórias de afeto. Ao final, ninguém lembrará quanto juntamos, mas sim o quanto fizemos diferença no olhar de alguém. É essa herança de bem que nos acompanha para além da vida, porque aquilo que espalhamos é parte de nós e permanece nos que seguem. Cada dia é uma oportunidade de escolher que sementes queremos deixar no mundo. Se espalharmos dureza, será dureza o que ficará. Se espalharmos amor, será amor que florescerá depois de nós. A existência se enriquece quando deixamos de ser apenas colecionadores e passamos a ser semeadores. No fim, tudo o que levamos é o que oferecemos com sinceridade.
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