“Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade” (Ec 2.1). Salomão, filho de Davi, foi o homem mais rico e mais culto de sua geração. Sua fama era notória. O esplendor de seu reino um portento. Tendo alcançado o apogeu da glória humana, esse homem perdeu-se nos labirintos de sua própria alma. Enfastiado com o glamour do mundo, procurou a felicidade em fontes rotas. Primeiramente, buscou a felicidade na bebida (Ec 2.3). Pensou que felicidade estava no fundo de uma garrafa. Mas, a alegria do vinho é passageira e as consequências da embriaguez são danosas. Depois, procurou a felicidade na riqueza (Ec 2.4-8a). Acumulou bens e granjeou fortunas colossais. Vestia-se regiamente. Estava cercado de ouro e pedras preciosas. Mas, o brilho da riqueza não passa de bolha de sabão, tem muito colorido, mas nenhuma consistência. Ainda, Salomão procurou a felicidade nas aventuras sexuais (Ec 2.8b). Proveu para si mulheres e mulheres. Teve setecentas princesas e trezentas concubinas. Mas, as aventuras românticas e as paixões carnais não preencheram o vazio do seu coração. Finalmente, Salomão procurou a felicidade na fama (Ec 2.9,10). Tornou-se grande, sobrepujou-se a todos os seus antecessores. Abasteceu seu coração com tudo o que desejou seus olhos, porém, no final reconheceu que todas essas coisas não passaram de vaidade (Ec 2.11). No final de sua vida, chegou à conclusão que só o temor de Deus dá sentido à vida (Ec 12.13)!
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