Total de visualizações de página

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

INFANTILIDADE

 A Escritura nos chama ao crescimento. A fé que salva é a mesma que nos conduz ao amadurecimento. Permanecer na infância espiritual não é sinal de simplicidade, mas de estagnação. Paulo afirma que houve um tempo de menino, mas houve também um momento decisivo de desistir do que era próprio de menino.

Como lemos: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co 13:11). E ainda: “Para que não mais sejamos como meninos… mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:14-15). Nosso alvo deve ser amadurecermos na fé e nos relacionamentos. Alguns passos são importantes.
Pare de reclamar e passe a contemplar a beleza da bondade do Senhor. A reclamação nasce de um coração infantil, que se fixa no que falta, enquanto a gratidão brota de um coração em amadurecimento, que reconhece a graça presente mesmo em dias difíceis.
Pare de se comparar, nutrindo competição interior e amargura por aquilo que o outro tem ou é, e você não. A comparação revela imaturidade, pois desloca o olhar da soberania de Deus para a medida dos homens. O coração em amadurecimento aprende a celebrar a graça no outro, sem se diminuir.
Pare de procrastinar. Assuma responsabilidade com aquilo que é seu para ser e para fazer. A infantilidade adia, transfere culpas e evita esforço, enquanto a maturidade abraça o dever com diligência e fidelidade, mesmo quando não há aplausos.
Pare de falar sem ouvir. O menino reage; o adulto pondera. O imaturo se defende; o maduro discerne. Crescer “na verdade em amor” significa aprender a ouvir com humildade, falar com graça e corrigir com mansidão.
Pare de viver levado por emoções instáveis, opiniões passageiras e ventos de doutrina. A maturidade firma raízes em Cristo, desenvolve discernimento e constrói relacionamentos saudáveis.
Amadurecer é tornar-se mais parecido com Cristo. É desistir do ego, do orgulho e das reações infantis para viver a fé com responsabilidade, compromisso e amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário