Ao longo da vida, é comum perceber como as pessoas vão aprendendo a olhar o outro através de filtros: experiências, medos, crenças e dores não elaboradas.
O que começa como uma forma de proteção, muitas vezes se transforma em distanciamento e em alguns casos em desumanização…
Diferente disso, a criança ainda se relaciona de maneira mais direta com o afeto!
Ela não parte de categorias rígidas, mas de curiosidade!
Não vê rótulos antes de ver pessoas…
E essa forma de olhar não é ingenuidade, é uma capacidade emocional mais íntegra, ainda não fragmentada por defesas psíquicas tão estruturadas.
Com o tempo, muitos adultos passam a evitar esse contato mais genuíno…
Não por maldade consciente, mas porque reconhecer a humanidade do outro pode ser desconfortável, pode gerar conflito interno e pode exigir posicionamentos difíceis.
Então, cria-se distância e justificativas para a indiferença!
Mas toda vez que nos afastamos demais da empatia, algo em nós também se empobrece...
Talvez amadurecer não seja apenas aprender sobre o mundo, mas também sustentar de forma consciente aquilo que um dia já foi espontâneo.
E não deixar se perder a capacidade de enxergar o outro para além dos rótulos, das histórias e das diferenças.
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