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sábado, 6 de junho de 2026

PAREDE



Em Daniel 5, o rei Belsazar fez uma grande festa, cercado de autoridades, mulheres, vinho e ostentação. No meio da celebração, ele mandou trazer os utensílios sagrados que haviam sido tirados do templo em Jerusalém. Aquilo que era separado para Deus foi usado numa mesa de vaidade, deboche e profanação. Enquanto eles bebiam e exaltavam deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra, uma mão apareceu e começou a escrever na parede do palácio. A festa parou. O rei empalideceu. Seus joelhos bateram um no outro. O homem que parecia tão seguro diante dos convidados ficou apavorado diante de uma mensagem que não conseguia controlar. Porque chega uma hora em que Deus interrompe ambientes onde o homem acha que pode brincar com o que é santo. Belsazar não caiu por falta de festa, riqueza ou influência. Ele caiu porque tratou como comum aquilo que Deus havia separado. A mão na parede era um aviso de que o reino tinha sido pesado, medido e achado em falta. Essa passagem não fala apenas de um rei antigo. Ela fala de uma geração que transforma o sagrado em entretenimento, usa o nome de Deus sem temor, toca no que não deveria tocar e ainda acha que nada vai acontecer. Mas existe um limite. Quando Deus escreve na parede, ninguém apaga com discurso bonito. Quando Deus pesa uma vida, não adianta aparência de palácio. O céu não se impressiona com mesa cheia, roupa cara, cargo alto ou gente aplaudindo. Deus olha o coração, pesa as obras e revela o que estava escondido atrás da festa.


Daniel 5:5–28

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