O Reino de Deus é invisível e
só o alcançamos com um olhar sensível.
Misturado ao tecido da vida, beleza, bondade e compaixão
bordadas estão
no tempo e na lida.
Ora claro, ora escuro,
o Reino faz o pobre sonhar e o esquecido esperançar.
A que esqueceu de dançar e se afoga no prantear,
O Reino é porto seguro e porta de um lar.
A vida segue grávida do Reino e espera
a lágrima amarga benzer,
a ferida profunda cozer,
o suor sofrido acolher.
Filhos do mistério, renascemos em cada alvorada, no orvalho da manhã,
fome e sede de justiça nascem com força.
Também, no crepúsculo, com a alma descansada,
Fazemos da esperança nossa irmã.
A natureza geme no aguardo de sua redenção.
Mas o Reino tanto já veio como ainda virá no silêncio de uma reza e
no lamento da viúva já está.
O oprimido, a exilada,
o discriminado e a empobrecida
podem cantar: O dia é chegado.
Em rua de lírio juncado,
No alto da murada,
um hino já se ouve ressoar:
“Por ti, Cordeiro, vencedor, seguimos a lutar”.
Soli Deo Gloria
#ricardogondim
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