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sexta-feira, 5 de junho de 2026

JEREMIAS

 O CINTO PODRE DE JEREMIAS


Em Jeremias 13, Deus manda o profeta comprar um cinto de linho, colocar na cintura e depois escondê-lo numa fenda da rocha. Depois de muitos dias, Jeremias volta para buscar o cinto, mas ele estava podre e já não servia para nada. Aquilo não era uma cena estranha sem sentido. Era Deus mostrando o estado de um povo que nasceu para estar junto Dele, mas escolheu viver longe. O cinto foi feito para ficar preso ao corpo, ajustado, colado, próximo. Quando foi separado do lugar da sua função, ele se estragou. E aqui está o peso desse texto: muita gente não se perde porque deixou de parecer espiritual, mas porque se afastou por dentro. Continua com aparência, linguagem, costume e lembrança, mas já não tem a mesma sensibilidade. A frieza não começa gritando, começa silenciosa. Uma oração adiada, uma Palavra ignorada, uma correção rejeitada, uma presença trocada por distrações, um coração que vai se acostumando a viver sem temor. Quando percebe, aquilo que antes era entrega vira rotina, o que era intimidade vira memória, o que era obediência vira negociação. O cinto podre revela que distância também apodrece. Não basta ter sido chamado para perto, é preciso permanecer perto. Deus não quer um povo que apenas carrega nome, Ele quer um povo ainda preso à presença. Volte antes que a frieza pareça normal. Volte antes que a distância vire costume. Volte antes que a aparência esconda uma alma que já perdeu a força de permanecer.

“Porque, como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o Senhor.” Jeremias 13:11

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