… Houve um tempo em que o teu nome era o lugar onde eu descansava. Bastava pensar em você para o coração encontrar abrigo, como quem volta para casa depois de uma longa tempestade. Eu carregava teus sorrisos comigo, colecionava teus detalhes em silêncio e fazia dos nossos instantes um universo inteiro. Amar você era a única certeza que nunca precisei explicar.
Depois, a vida mudou o rumo das marés e nos ensinou que nem todo amor nasce para permanecer. Mesmo assim, nunca deixei de enxergar beleza no que fomos. Porque existem pessoas que passam por nós como estações, mas deixam no peito a lembrança de todas as flores que um dia fizeram nascer. Você foi uma delas: breve para o tempo, imenso para a alma.
Hoje compreendo que algumas histórias não terminam; apenas aprendem a morar na memória. Ainda existem lembranças que me visitam sem pedir licença, perfumes que atravessam os anos e músicas que carregam o peso de um abraço que já não existe. E, curiosamente, nenhuma dessas coisas machuca como antes. Elas apenas lembram que um dia o amor foi verdadeiro.
Se algum dia alguém me perguntar qual foi a forma mais bonita de sentir a vida, não falarei de lugares, conquistas ou sonhos realizados. Direi que houve um coração que encontrou o meu por um breve instante e fez o tempo parecer eterno. Porque certas pessoas vão embora, mas o amor que deixam continua acendendo pequenas luzes dentro de nós, como estrelas que insistem em brilhar, mesmo depois do amanhecer..”
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