Eliseu estava morto. Seu corpo já havia sido enterrado. Sua voz havia se calado. Seus dias de milagres pareciam ter terminado.
Mas certo dia, alguns homens estavam levando um morto para ser sepultado quando viram uma tropa de moabitas se aproximando. Tomados pelo medo, lançaram o corpo às pressas dentro da sepultura de Eliseu.
E então aconteceu o impensável.
Quando aquele morto tocou os ossos de Eliseu, reviveu e ficou de pé.
Um morto tocou em outro morto e saiu vivo da sepultura.
Mas não se engane. O poder não estava nos ossos. O poder estava em Deus. O Senhor usou aquela cena para mostrar que aquilo que Ele determina não termina quando o homem pensa que terminou.
Eliseu já não podia falar, andar, orar ou levantar as mãos. Mesmo assim, Deus ainda estava escrevendo através da vida que ele havia vivido.
Tem gente que pensa que só está sendo usada por Deus quando está no altar, pregando, aparecendo ou sendo reconhecida. Mas Eliseu nos mostra que uma vida marcada pela presença do Senhor deixa sementes que continuam falando até quando a voz se cala.
E aqui está algo que precisamos entender: nem tudo o que foi enterrado acabou.
Há promessas que você enterrou cedo demais. Há chamados que você abandonou porque achou que o tempo passou. Há áreas da sua vida que você declarou mortas porque não viu mais movimento. Mas Deus não precisa de sinais visíveis para começar uma ressurreição.
Aquele túmulo parecia guardar apenas morte. Deus transformou em lugar de vida.
Talvez hoje você esteja diante de algo que parece encerrado. Não chame de fim aquilo que Deus ainda pode tocar.
Quando o Senhor decide trazer vida, até uma sepultura pode se tornar o começo de uma nova história.
2 Reis 13:20-21
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