Deuteronômio 24:19-22.
Existe uma coisa que Deus pode fazer na sua vida que talvez você ainda não tenha percebido. Ele pode te abençoar tanto que você terá condições de deixar algo para trás sem sentir que perdeu.
Em Deuteronômio 24, Deus estabelece uma lei para Israel. Quando alguém colhesse o trigo e, por algum motivo, deixasse um feixe no campo, não deveria voltar para buscá-lo. Quando sacudisse a oliveira e algumas azeitonas permanecessem nos galhos, não deveria repetir o processo. Quando vindimasse a vinha e algumas uvas ficassem para trás, não deveria recolhê-las.
Por quê? Porque aquela sobra não era desperdício. Era provisão.
O que permanecia no campo tinha destino. Era para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva. Perceba a profundidade disso. Deus não estava apenas ensinando Israel a colher. Estava ensinando Israel a parar.
Há uma maturidade que não está em saber conquistar mais. Está em saber quando não voltar para buscar o que ficou para trás.
Nem tudo que você consegue pegar precisa ser seu.
Nem tudo que está ao seu alcance foi colocado ao seu alcance para permanecer em suas mãos.
Deus estava formando um povo que entendesse que a bênção não termina no proprietário da colheita. Ela continua na mesa de quem não possui terra. Continua na casa de quem não tem recursos. Continua na vida de quem não teria como colher sozinho.
E aqui está o paradoxo. A sua maior prova de abundância pode não ser aquilo que você leva para casa, mas aquilo que você tem condições de deixar no campo.
Deus ainda abençoa pessoas para que outras sejam alcançadas através delas.
Israel não poderia esquecer que um dia também foi estrangeiro. Um dia também precisou da misericórdia de alguém. Quem se lembra de onde Deus o tirou não transforma a bênção em um muro. Transforma em uma ponte. A bênção que termina em você é apenas riqueza.
A bênção que passa por você se torna propósito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário