Existem desculpas que parecem legítimas, mas que só revelam a ordem das nossas prioridades. Em Lucas 14, Jesus contou sobre pessoas que foram convidadas para uma grande ceia, mas cada uma apresentou uma justificativa. Uma havia comprado um campo. Outra havia adquirido bois. Outra havia se casado. Nenhuma delas estava cometendo um pecado naquele momento. O problema era que tudo se tornou mais importante do que responder ao convite. O trabalho não era errado. A família não era errada. Os compromissos não eram errados. Errado foi usar coisas legítimas para justificar a ausência diante de Deus. Em Ageu, o povo dizia que ainda não era tempo de cuidar da Casa do Senhor, enquanto encontrava tempo para construir e organizar a própria casa. Deus não condenou o trabalho deles. Deus confrontou a prioridade deles. Porque sempre encontramos tempo para aquilo que realmente ocupa o nosso coração. Quem carrega um chamado não pode servir apenas quando a agenda permite, quando o corpo está disposto ou quando não surgiu nada mais interessante. Chamado exige renúncia, constância e temor. Não estou falando de uma ausência pontual, de uma enfermidade ou de uma fase difícil. Estou falando de quando faltar se torna comum, quando a presença de Deus deixa de fazer falta e quando o Reino passa a receber somente o tempo que sobrou. Há pessoas que ainda carregam um título, mas já abandonaram a responsabilidade. Dizem que amam a obra, mas nunca estão disponíveis para ela. Dizem que têm chamado, mas qualquer compromisso consegue ocupar o lugar de Deus. A verdade é simples e dolorosa: aquilo que sempre pode ser adiado nunca foi prioridade. Deus não precisa de pessoas ocupadas dizendo que o amam. Ele procura pessoas que provem, com escolhas, que o Reino continua em primeiro lugar. “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça.” Mateus 6:33.
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