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terça-feira, 25 de agosto de 2026

CONFIAR

 O pressentimento tem me ajudado na hora de tomar uma decisão. É como se um alerta disparasse e me fizesse pensar e repensar antes de fazer uma escolha. Na maior parte das vezes, porém, é o bem se revelando e isso me deixa empolgado. Mas há momentos realmente em que o caminho parece não explicar a si mesmo. A pessoa segue, mas não entende por que certas portas se fecharam, por que algumas demoras insistem, por que determinadas perdas precisaram atravessar a história. O coração procura sentido, e nem sempre encontra respostas claras. Nessa hora, confiar não é uma atitude fácil. É uma escolha interior, muitas vezes silenciosa, feita com a alma ainda inquieta. Confiar não significa fingir que está tudo compreendido. Significa permitir que Deus permaneça conduzindo mesmo quando nossa visão alcança pouco. Há um bem se revelando em processos que, no começo, parecem apenas confusos. Às vezes, ele aparece como amadurecimento. Outras vezes, como livramento, como mudança de direção, como força que nasce no meio da fragilidade. O bem nem sempre chega com aparência de alegria imediata. Pode vir como verdade difícil, como desapego necessário, como nova consciência sobre o que realmente importa. Deus trabalha também nesse terreno escondido, onde ainda não vemos flores, mas as raízes já estão sendo cuidadas. A fé amadurece quando deixa de exigir explicações para cada passo e começa a reconhecer uma presença fiel na caminhada. É possível não compreender e, ainda assim, não desistir. É possível chorar e, ainda assim, confiar. A vida tem tempos que só se explicam depois. Algumas respostas precisam de distância para serem percebidas. Enquanto isso, a alma aprende a descansar um pouco mais no mistério, não por ingenuidade, mas por confiança. Porque Deus não desperdiça caminho sincero. Mesmo quando a estrada parece estranha, Ele pode estar preparando um bem discreto, profundo e necessário, desses que só se revelam quando o coração já está pronto para acolher. 

 


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