Não entregue autoridade sobre a sua vida a quem jamais foi capaz de construir algo que você admira.
Nem toda crítica é orientação.
Muitas vezes, é apenas frustração procurando um endereço.
Há pessoas que não suportam assistir de perto à coragem que nunca tiveram.
Então diminuem, questionam, desqualificam. Não porque conhecem profundamente o seu caminho, mas porque a sua caminhada expõe a paralisia delas.
Crítica só merece espaço quando vem de alguém que possui lucidez, experiência e, sobretudo, responsabilidade com aquilo que diz.
Conselho é diferente de opinião.
Conselho carrega história, consequência e compromisso.
Opinião, hoje, qualquer pessoa oferece gratuitamente, inclusive quem nunca pagou o preço de sustentar as próprias escolhas.
Isso não significa se tornar arrogante ou incapaz de ouvir.
Significa desenvolver discernimento.
Saber de quem vem a voz.
Com que intenção ela fala.
E se aquela pessoa ocupa um lugar de consciência que você respeita.
Antes de permitir que uma crítica atravesse a sua pele, pergunte: eu confiaria nessa pessoa para me orientar?
Eu gostaria de viver como ela vive, pensar como ela pensa ou construir relações como ela constrói?
Se a resposta for não, talvez aquela fala não seja uma direção.
Seja apenas ruído.
E maturidade também é isso: parar de transformar toda opinião alheia em tribunal e compreender que nem toda voz merece audiência dentro de você.
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