Antes de Caim levantar a mão contra Abel, ele já tinha perdido uma batalha invisível: a do coração. A oferta de Abel foi aceita, a dele não, e naquele momento Deus não rejeitou Caim, Deus confrontou: “Se procederes bem, não serás aceito?” (Gênesis 4:7). Ou seja, havia ajuste, havia caminho, havia oportunidade. Mas Caim não quis corrigir o que estava errado dentro dele, preferiu olhar para o irmão. E é aqui que muitos se perdem. Porque quando alguém começa a medir a própria vida pela vida do outro, já saiu do lugar que Deus estabeleceu. A inveja não começa como atitude, começa como comparação silenciosa, como incômodo, como um sentimento disfarçado de injustiça. Caim não queria melhorar, ele não queria se alinhar, ele queria que Abel deixasse de ser aceito. E isso revela um coração que não quer crescer, quer ocupar o lugar. Deus foi claro: domina isso. Mas Caim decidiu alimentar. E tudo aquilo que é alimentado no coração, cedo ou tarde se manifesta nas atitudes. Ele começou olhando e terminou destruindo. Esse é o caminho da inveja: começa silenciosa, cresce escondida e, quando não é confrontada, leva a decisões que marcam destinos. Por isso, o problema nunca foi o que o outro tem, o problema é quando o coração se desalinha. Porque enquanto você observa a vida do outro, você abandona a sua. E ninguém cresce vivendo assim. Ou você governa o seu coração, ou será governado por ele.
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