Um casamento sólido não é sustentado apenas por beleza, dinheiro ou compatibilidade. Essas coisas podem ser bênçãos, mas nenhuma delas possui força suficiente para sustentar duas almas pecadoras quando chegam as crises.
A Escritura aponta para algo muito mais profundo: o caráter moldado por Deus.
“Melhor é serem dois do que um… porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro.” (Eclesiastes 4:9-10)
O verdadeiro amor não procura apenas alguém que faça o coração acelerar, mas alguém com quem seja possível caminhar em direção a Cristo. Alguém que saiba pedir perdão, que tenha temor do Senhor, que permaneça quando as emoções diminuem e que compreenda que casamento não é apenas companhia, mas aliança.
Um homem pode ser bonito e continuar sendo imaturo. Pode ter dinheiro e continuar sendo vazio. Pode conquistar olhares, mas não saber conduzir o próprio coração.
Da mesma forma, uma mulher pode ser admirada por sua beleza, mas aquilo que sustenta um lar não é a aparência exterior. É aquilo que Deus está formando no interior.
Por isso, antes de perguntar: “Ele é bonito? Ele é rico? Ele me faz feliz?”, talvez seja necessário perguntar:
“Ele ama a Cristo? Sua vida demonstra temor de Deus? Ele me aproxima do Senhor ou me afasta dele?”
Porque o propósito de um relacionamento cristão não é simplesmente encontrar alguém para dividir a vida, mas alguém com quem seja possível servir a Deus, crescer em santidade e apontar um ao outro para Cristo.
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça.” (Mateus 6:33)
No fim, aquilo que torna um casamento verdadeiramente belo não é o que os olhos conseguem admirar, mas aquilo que Deus consegue sustentar.
Escolha alguém que ame Cristo mais do que ama você. Porque somente quem aprendeu a amar a Deus acima de si mesmo poderá aprender, pela graça, a amar você de maneira sacrificial.
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