Seu dom não é para construir o seu nome. É para manifestar a glória de Deus.
Vivemos em uma geração que facilmente transforma talento em identidade, ministério em palco e chamado em autopromoção. Até aquilo que Deus nos deu pode se tornar um ídolo quando começamos a usá-lo para sermos vistos, admirados e reconhecidos.
A Escritura, porém, nos conduz para outra direção: “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum.” (1Co 12:7)
O dom não começa em nós e não termina em nós. Ele vem de Deus, pertence a Deus e deve servir aos propósitos de Deus.
Paulo pergunta: “E que tens tu que não tenhas recebido?” (1Co 4:7). Se recebemos, não podemos viver como proprietários daquilo que, na verdade, nos foi confiado.
A graça destrói o orgulho porque nos lembra que não somos a fonte. Somos instrumentos. O talento não é prova de superioridade; é responsabilidade. A capacidade não é um troféu; é uma mordomia.
Por isso, não use aquilo que Deus colocou em suas mãos para construir um monumento ao seu próprio nome.
Pregue, sirva, crie, ensine, trabalhe, cante, escreva e produza — mas que, no fim, Cristo seja visto e não o seu ego.
João Batista entendeu isso quando disse:
“É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
— João 3:30
Essa é uma das marcas da verdadeira espiritualidade: quanto mais Deus nos usa, menos razões temos para glorificar a nós mesmos.
Porque o propósito final de todo dom não é fazer você famoso.
É fazer Cristo conhecido.
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