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sábado, 8 de agosto de 2026

TALENTOS

 A parábola dos talentos é muito mais pesada do que parece, porque o servo de Mateus 25 não perdeu o que recebeu, não foi roubado, ninguém tomou dele e também não faltou oportunidade: ele mesmo cavou a terra e enterrou. E tem muita gente fazendo exatamente isso hoje. Deus deu inteligência, capacidade, criatividade, mãos para trabalhar, voz para ensinar, facilidade para vender, cozinhar, administrar, liderar, criar, aprender, servir, empreender, mas a pessoa vive parada, acomodada, reclamando da vida e esperando Deus fazer aquilo que Ele colocou capacidade nela para fazer. Pede uma porta nova, mas não atravessa a que já abriu. Pede crescimento, mas não desenvolve o que recebeu. Pede cinco, enquanto mantém um enterrado. E o mais sério é que o servo ainda apresentou uma desculpa espiritual para justificar sua paralisia: “tive medo”. Só que o senhor não elogiou sua cautela, ele confrontou sua negligência. Nem toda espera é fé. Às vezes é medo, preguiça, comparação, procrastinação ou acomodação disfarçada de “estou esperando em Deus”. Os outros servos também receberam segundo a própria capacidade, mas colocaram o que tinham para trabalhar. Deus não cobrou do homem de dois os cinco que entregou ao outro. Cobrou o que cada um fez com aquilo que recebeu. Então pare de olhar para o talento dos outros e responda por aquilo que está nas suas mãos. Talvez o que esteja faltando na sua vida não seja Deus te dar mais. Talvez seja você desenterrar o que Ele já te deu e finalmente começar. Porque no final dessa parábola ninguém presta contas do que gostaria de ter recebido. Cada um presta contas do que fez com aquilo que recebeu.


Mateus 25:14-30

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