A eleição passa.
O grupo da família fica.
O candidato muda.
Seu irmão continua sendo seu irmão.
E talvez a pergunta mais desconfortável para um cristão em ano eleitoral não seja “em quem você vai votar?”, mas:
o que a política está fazendo com a forma como você trata quem Jesus também chamou para a mesa?
Entre os doze havia Mateus, um publicano ligado ao sistema tributário romano, e Simão, identificado como zelote.
Dois homens que carregavam visões radicalmente diferentes sobre Roma.
E Jesus chamou os dois.
Não para transformar a igreja num lugar sem convicções, mas para mostrar que o Reino é maior do que aquilo que nos divide.
Jesus nunca foi neutro diante da injustiça.
Nunca foi indiferente ao pobre.
Nunca ficou calado diante da hipocrisia.
Nunca teve medo de confrontar poder.
Mas também nunca permitiu que um projeto político ocupasse o lugar do Reino de Deus.
Quando tentaram prendê-Lo na pergunta sobre César, Ele não virou cabo eleitoral de nenhum lado:
“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Mateus 22:21
Quando quiseram fazê-Lo rei pela força, Ele se retirou.
João 6:15.
Talvez o problema comece quando nossa convicção política se torna tão grande que já não conseguimos amar, ouvir, sentar à mesa ou sequer chamar de irmão quem pensa diferente.
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