Reclamar, para algumas pessoas, é um estado de espírito.
O problema é que, sem se darem conta, esta forma de estar pode baixar a sua própria vibração e, ao mesmo tempo, atrair vibrações semelhantes, criando uma espécie de egrégora negativa que se vai instalando na própria sociedade.
Então, não devemos reclamar?
Devemos, sim.
Mas talvez devêssemos aprender a distinguir reclamar de opinar, criticar de destruir, manifestar descontentamento de alimentar a negatividade.
Reclamar pode ser apenas despejar desagrado.
Opinar, com respeito e de forma construtiva, é procurar contribuir para uma mudança.
E essa é, talvez, a parte mais difícil para alguns.
Porque ser ouvido não significa apenas ter vontade de falar.
Ser ouvido acontece quando estamos plenos de vontade de ouvir.
Quando conseguimos escutar o outro sem imediatamente preparar a resposta.
Quando aceitamos que a nossa razão pode não ser a única razão.
Quando, em vez de apontarmos apenas o que está mal, somos capazes de perguntar:
“E eu, o que posso fazer para que fique melhor?”
Talvez seja essa a diferença entre uma sociedade que vive a reclamar e uma sociedade que se constrói através da participação.
Porque a crítica que nasce da consciência pode ser uma força de mudança.
Mas a reclamação permanente, repetida sem propósito e sem vontade de contribuir, acaba por alimentar exatamente aquilo de que nos queixamos.
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