Religião pode colocar alguém diante do altar, mas somente a graça de Deus pode colocá-lo diante do Pai.
Hofni e Fineias cresceram no ambiente da adoração, serviam no tabernáculo e exerciam o sacerdócio. Tinham posição, conhecimento e privilégios. Ainda assim, a Escritura os descreve com uma sentença assustadora: “não conheciam o Senhor” (1 Samuel 2:12).
Isso revela uma das verdades mais solenes da Bíblia: proximidade com as coisas de Deus não é o mesmo que comunhão com Deus. É possível pregar sem nascer de novo, servir sem amar a Cristo, ocupar um ministério e permanecer espiritualmente morto.
A teologia bíblica nos ensina que o problema do homem não é apenas moral, mas espiritual. O coração natural está morto em seus pecados (Efésios 2:1), e nenhuma tradição, cargo eclesiástico ou prática religiosa é capaz de produzir vida. Somente a regeneração operada pelo Espírito Santo transforma um pecador em verdadeiro adorador (João 3:3-8).
Hofni e Fineias tratavam os sacrifícios com desprezo porque seus corações jamais haviam sido rendidos ao Deus a quem diziam servir. A corrupção exterior apenas revelou a morte interior. Onde não há temor de Deus, a religião se torna uma máscara.
A cruz de Cristo não veio aperfeiçoar religiosos, mas ressuscitar mortos espirituais. O Evangelho não oferece apenas uma nova conduta; oferece um novo coração.
Examine-se: sua segurança está no ministério que exerce, na igreja que frequenta ou na obra consumada de Cristo? Porque, no último dia, Deus não reconhecerá títulos, mas aqueles que foram unidos ao Seu Filho pela fé.
“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15:8)
Posição religiosa impressiona homens. Um coração regenerado glorifica a Deus.
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