Deuteronômio 28.40. Existe uma razão para Deus mencionar a oliveira entre as consequências da desobediência. Em Israel, a oliveira não era apenas uma árvore. Era parte da sobrevivência.
O azeite fazia parte da alimentação, da iluminação, dos cuidados com o corpo e da vida religiosa. Era utilizado nas unções de reis e sacerdotes e estava ligado à consagração. Uma oliveira produtiva, portanto, representava muito mais do que uma árvore bonita no campo. Representava provisão, utilidade e propósito.
Agora observe a sentença.
“Em todos os teus termos terás oliveiras.”
Deus não disse que as oliveiras desapareceriam. Elas continuariam espalhadas pelo território. Continuariam visíveis. Continuariam de pé.
O problema estava no fruto.
“Porém não te ungirás com azeite.”
A razão aparece logo depois. “Porque a tua azeitona cairá da tua oliveira.”
A imagem é profundamente dolorosa. A árvore permanece, mas aquilo que deveria permanecer nela até cumprir seu propósito não chega ao destino.
A oliveira está lá. A azeitona está lá. Mas o azeite não estará.
É exatamente aqui que o texto deixa de ser apenas agrícola e se torna confrontador.
Existe uma forma de desobediência que não derruba imediatamente a pessoa. Ela apenas interrompe aquilo que deveria nascer dela.
A pessoa continua no lugar. Continua sendo reconhecida. Continua falando. Continua aparecendo. Continua sendo chamada de oliveira.
Mas já não produz aquilo para o qual foi plantada. Esse é o perigo de uma espiritualidade que preserva a aparência e abandona a Palavra.
A oliveira não cumpria sua função simplesmente porque tinha tronco, folhas e ocupava espaço. Seu valor estava também naquilo que produzia.
Você está apenas de pé ou ainda está cumprindo o propósito para o qual Deus o plantou?
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