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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

RAZÃO

 Deuteronômio 28.40. Existe uma razão para Deus mencionar a oliveira entre as consequências da desobediência. Em Israel, a oliveira não era apenas uma árvore. Era parte da sobrevivência.


O azeite fazia parte da alimentação, da iluminação, dos cuidados com o corpo e da vida religiosa. Era utilizado nas unções de reis e sacerdotes e estava ligado à consagração. Uma oliveira produtiva, portanto, representava muito mais do que uma árvore bonita no campo. Representava provisão, utilidade e propósito.


Agora observe a sentença.

“Em todos os teus termos terás oliveiras.”

Deus não disse que as oliveiras desapareceriam. Elas continuariam espalhadas pelo território. Continuariam visíveis. Continuariam de pé.

O problema estava no fruto.

“Porém não te ungirás com azeite.”


A razão aparece logo depois. “Porque a tua azeitona cairá da tua oliveira.”


A imagem é profundamente dolorosa. A árvore permanece, mas aquilo que deveria permanecer nela até cumprir seu propósito não chega ao destino.


A oliveira está lá. A azeitona está lá. Mas o azeite não estará.


É exatamente aqui que o texto deixa de ser apenas agrícola e se torna confrontador.


Existe uma forma de desobediência que não derruba imediatamente a pessoa. Ela apenas interrompe aquilo que deveria nascer dela.


A pessoa continua no lugar. Continua sendo reconhecida. Continua falando. Continua aparecendo. Continua sendo chamada de oliveira.


Mas já não produz aquilo para o qual foi plantada. Esse é o perigo de uma espiritualidade que preserva a aparência e abandona a Palavra. 


A oliveira não cumpria sua função simplesmente porque tinha tronco, folhas e ocupava espaço. Seu valor estava também naquilo que produzia. 

Você está apenas de pé ou ainda está cumprindo o propósito para o qual Deus o plantou?

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