Há uma diferença profunda entre buscar a Deus e buscar aquilo que Deus pode oferecer.
Jesus confrontou uma multidão que o procurava depois de ter sido alimentada: “vocês estão me procurando […] porque comeram dos pães e ficaram satisfeitos” (João 6:26). Eles queriam o pão, mas não necessariamente o Senhor do pão.
Essa palavra continua confrontando nosso coração. É possível orar, jejuar, frequentar a igreja e pedir bênçãos — e, ainda assim, transformar Deus em um meio para alcançar aquilo que realmente desejamos.
A verdadeira fé não diz: “Senhor, eu te seguirei se o Senhor me der o que desejo.” Ela diz: “Ainda que nada me seja acrescentado, Tu continuas sendo suficiente.”
Jó perdeu bens, filhos, saúde e segurança, mas sua fé permaneceu. Habacuque declarou que, mesmo sem fruto na figueira e sem produção nos campos, ainda assim se alegraria no Senhor (Habacuque 3:17-18).
O evangelho não coloca o nosso “eu” no centro. Cristo morreu e ressuscitou para que “os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5:15).
Então examine o seu coração:
Se Deus tirasse aquilo que você mais deseja, Ele ainda seria suficiente para você?
A questão não é apenas se você ama a Deus, mas se ama a Deus ou aquilo que espera receber dEle.
“Quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.”
Salmos 73:25
Que Deus nos livre de uma fé que usa o Criador para conseguir as criaturas, e nos conceda a graça de dizer:
“Senhor, se eu tenho a ti, tenho o suficiente.”
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