Tem despedidas que aconteceram na sua vida, mas ainda não aconteceram dentro de você. A pessoa saiu, o lugar ficou para trás, a conexão acabou, mas alguma parte sua continua voltando. Volta pela lembrança, pela curiosidade, pelas redes sociais, pelas perguntas feitas a pessoas em comum, pela vontade de saber quem está lá agora, como está, o que mudou. E sem perceber, você continua alimentando aquilo que Deus talvez já tenha encerrado.
Nem sempre voltar significa pegar o caminho de volta. Às vezes, você volta toda vez que procura notícia. Toda vez que entra no perfil. Toda vez que pergunta por alguém. Toda vez que tenta reabrir uma conexão que já perdeu o sentido. E isso não acontece só com pessoas. Acontece com ambientes, lugares, grupos, fases e vínculos que já fizeram parte da sua história, mas não necessariamente fazem parte do que Deus está construindo agora.
Israel saiu do Egito, mas em alguns momentos o Egito continuou dentro deles. Eles estavam livres por fora, mas a memória ainda romantizava aquilo que Deus havia mandado deixar. É possível estar vivendo uma nova estação e ainda desejar mentalmente a antiga.
Talvez o que esteja prendendo você hoje não seja uma pessoa presente, mas uma presença antiga que você insiste em manter viva dentro da mente. Nem toda notícia você precisa saber. Nem toda conexão precisa ser recuperada. Nem todo lugar onde você já pertenceu ainda combina com quem você está se tornando.
Tem coisa que Deus não quer que você entenda de novo. Quer apenas que você pare de visitar.
“Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça…” Números 11:5
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